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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Eleições de meio de mandato dos EUA renovam o Congresso nesta terça

Além das cadeiras na Câmara e no Senado, os eleitores escolhem governadores em 36 estados; a votação não define o próximo presidente americano.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitores chegam a um local de votação nos Estados Unidos. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitores chegam a um local de votação nos Estados Unidos.
Resumo em 30 segundos

Os americanos votam nesta terça-feira para renovar as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado, além de escolher governadores em 36 estados. Donald Trump não concorre: o resultado pode mudar o equilíbrio no Congresso e afetar sua capacidade de aprovar leis nos dois últimos anos de mandato.

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira para renovar parte do Congresso e escolher governadores em 36 estados. Conhecidas como eleições de meio de mandato, as disputas ocorrem na metade do mandato presidencial e podem mudar o equilíbrio de forças em Washington durante os dois últimos anos do governo de Donald Trump.

A votação não escolhe o presidente. Trump, eleito em 2024, não concorre neste pleito; seu segundo mandato termina em janeiro de 2029, e a próxima eleição presidencial está marcada para 2028. Os parlamentares eleitos em 2026 assumem em janeiro de 2027 e terão mandato até 2029.

Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Também serão escolhidos 36 governadores estaduais. Três territórios americanos terão eleições para governador, elevando a 39 o total de disputas estaduais desse tipo.

As eleições legislativas federais acontecem a cada dois anos, tanto nos anos de eleição presidencial quanto nos anos intermediários. A Câmara é renovada integralmente a cada votação, enquanto os senadores têm mandatos de seis anos e são eleitos em grupos: aproximadamente um terço das cadeiras vai a votos a cada dois anos.

Na Câmara, cada um dos 435 deputados representa um distrito eleitoral. A quantidade de representantes de cada estado depende de sua população, e os limites dos distritos são redesenhados periodicamente para acompanhar mudanças demográficas. A divisão pode influenciar a competição entre os partidos, porque determina quais eleitores votam em cada disputa.

Os republicanos têm atualmente 218 deputados, ante 214 democratas. Há ainda um independente e duas cadeiras vagas. Com uma vantagem estreita, os republicanos podem perder o controle da Casa se os democratas conquistarem cadeiras suficientes para formar maioria.

No Senado, cada estado elege dois representantes, independentemente do tamanho de sua população. Nesta terça-feira, 33 vagas serão disputadas em eleições regulares e outras duas em votações especiais para preencher mandatos vagos. Os republicanos têm 53 senadores; os democratas, 45, além de dois independentes que costumam votar com o partido.

Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam chegar a pelo menos 51 cadeiras. Em uma divisão de 50 a 50, o vice-presidente JD Vance, republicano, pode desempatar votações. As maiorias nas duas Casas importam porque o Congresso discute e aprova leis, autoriza gastos federais e fiscaliza o Poder Executivo.

Os governadores comandam os Executivos estaduais. Entre suas atribuições estão administrar orçamentos, sancionar ou vetar leis locais e definir prioridades em áreas como educação, saúde e segurança pública. Em geral, os mandatos duram quatro anos, embora as regras de reeleição variem de estado para estado.

A eleição também é acompanhada como uma avaliação do presidente. Historicamente, o partido que ocupa a Casa Branca costuma perder cadeiras nas disputas intermediárias, quando os eleitores podem alterar a composição do Congresso sem trocar o presidente. Se os democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, Trump poderá ter mais dificuldade para aprovar leis e financiar suas prioridades.

Uma maioria democrata também poderia ampliar a fiscalização do governo, abrir investigações e convocar autoridades para prestar esclarecimentos. No Senado, o controle da Casa influencia a confirmação de indicados presidenciais para cargos de alto escalão e para o Judiciário. Se os republicanos mantiverem as duas Casas, o presidente terá mais facilidade para avançar com sua agenda legislativa.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro apontou que 32% dos entrevistados aprovavam o desempenho de Trump e 66% desaprovavam. Entre os eleitores que disseram ter maior probabilidade de votar, 53% preferiam um candidato democrata ao Congresso, ante 44% que escolheriam um republicano. As porcentagens nacionais não determinam, por si só, quem conquistará a maioria, pois os resultados dependem das disputas em cada estado e distrito.

O custo de vida aparece entre as preocupações dos eleitores: 73% dos entrevistados na mesma pesquisa disseram que a situação caminhava na direção errada. A inflação e os preços dos combustíveis, que subiram após o início da guerra com o Irã, pressionam a avaliação do governo.

A organização das eleições cabe aos estados e às autoridades locais, sem um órgão nacional que centralize todas as votações. As regras de registro, votação antecipada, cédulas pelo correio e horários dos locais de votação podem variar. Os partidos costumam definir seus candidatos em primárias antes da eleição geral.

Os primeiros resultados podem ser divulgados na noite da votação, mas disputas apertadas podem levar dias para ser definidas, especialmente onde há grande volume de votos pelo correio. A certificação oficial cabe às autoridades eleitorais estaduais. O resultado não altera quem ocupa a Casa Branca, mas pode redefinir a capacidade de Trump de governar até o fim do mandato.

Fontes: O Globo

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