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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Eduardo Bolsonaro critica advogado após acusações contra influenciadores

A discussão envolve mensagens sobre o Banco Master e o Banco Central, mas não comprova que os influenciadores tenham recebido dinheiro ou seguido ordens.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular e laptop exibem vídeos em uma estação de trabalho de mídia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular e laptop exibem vídeos em uma estação de trabalho de mídia.
Resumo em 30 segundos

Eduardo Bolsonaro criticou Jeffrey Chiquini após o advogado acusar integrantes do canal Estúdio 5° Elemento de atuar em favor de Daniel Vorcaro. Eduardo disse que Chiquini não comprovou a ligação entre o banqueiro e o conteúdo do grupo. As mensagens citadas mencionam uma possível mobilização contra o Banco Central, mas não provam pagamento ou orientação aos influenciadores.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR) após ele acusar influenciadores do canal Estúdio 5° Elemento de atuar em favor do banqueiro Daniel Vorcaro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirmou que Chiquini “não representa a direita” e que “chegou ontem” à política. Chiquini foi eleito deputado federal pelo Paraná e é advogado de Filipe Martins.

A troca de críticas começou depois que Chiquini publicou um vídeo sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e a Ana Matos, então superintendente de comunicação e marketing do Banco Master. Nas conversas, o banqueiro menciona Renaldo Giraldi, ligado ao 5° Elemento, como alguém com um “batalhão de internet” que poderia ser mobilizado para “jogar pesado” contra o Banco Central. Na época, o órgão analisava a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

No início do ano, a Polícia Federal investigou indícios de que o Master teria contratado produtores de conteúdo para publicar vídeos contrários ao Banco Central. As mensagens mencionadas por Chiquini também fazem parte das acusações que ele apresentou contra o grupo, mas não demonstram, por si só, que os influenciadores tenham recebido pagamentos ou seguido instruções de Vorcaro.

Chiquini também exibiu imagens de um jantar com Vorcaro, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e Arthur Machado, fundador do Estúdio 5° Elemento. O advogado lembrou que Machado foi preso durante a Operação Lava-Jato, sob acusação de envolvimento em fraudes em um fundo de pensão, e depois solto por decisão do ministro Gilmar Mendes.

No vídeo, Chiquini chamou os integrantes do canal de “infiltrados na direita” e disse que seriam “cavalos de Troia” interessados em enfraquecer o bolsonarismo. Ele afirmou que o grupo buscaria se apropriar do capital político do ex-presidente Jair Bolsonaro. A publicação não apresentou prova de que o canal tenha agido a mando do banqueiro.

Eduardo respondeu em uma gravação de 35 minutos. Disse que Chiquini “exagerou” e não comprovou a ligação entre Vorcaro e o conteúdo produzido pelo canal. O ex-deputado afirmou que não é dono da direita, mas defendeu que o advogado reflita sobre sua trajetória política antes de falar em nome do campo bolsonarista.

Apesar da crítica, Eduardo elogiou a atuação de Chiquini como advogado de Filipe Martins no julgamento da ação sobre a trama golpista. Segundo ele, o defensor soube usar a exposição pública para contestar os argumentos do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Fontes: O Globo

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