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Domingo, 4 de outubro de 2026

Dr. Furlan vence eleição no Amapá e é eleito governador

Com 88,51% das urnas apuradas, o candidato do PSD tinha 62,01% dos votos válidos; Clécio Luís somava 37,72% na eleição Amapá 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica, com a sede do governo do Amapá ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eleitor vota em uma urna eletrônica, com a sede do governo do Amapá ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá no primeiro turno, com 62,01% dos votos válidos na parcial de 88,51% das urnas. O atual governador, Clécio Luís (União Brasil), tinha 37,72%. A vitória ocorre enquanto o TSE analisa recursos contra o registro da candidatura e após investigações da Polícia Federal que o ex-prefeito nega.

Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá neste domingo (4), no primeiro turno, ao derrotar o atual governador, Clécio Luís (União Brasil). Com 88,51% das urnas apuradas, Furlan tinha 62,01% dos votos válidos, contra 37,72% de Clécio, segundo os resultados parciais divulgados durante a apuração. A vitória também representa uma derrota para o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que apoiava a reeleição do governador.

Na mesma parcial, Carlos Cley (PSTU) tinha 0,12% dos votos, Delegado Marcos (DC), 0,08%, e Jairo Palheta (PCO), 0,06%. Furlan governará o estado após deixar a Prefeitura de Macapá, cargo que ocupava desde 2021.

O resultado ocorre enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa recursos que contestam o registro da candidatura de Furlan. As ações questionam a renúncia dele à prefeitura, em 5 de março, depois da apresentação de uma representação na Câmara Municipal para abrir processo político-administrativo. Os autores dos recursos sustentam que a saída do cargo não afastaria uma causa de inelegibilidade.

O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), que autorizou a candidatura, considerou que Furlan renunciou para cumprir a desincompatibilização exigida de ocupantes de cargos públicos que concorrem a outra função. Em setembro, o TSE começou a examinar o caso. O relator, ministro Dias Toffoli, votou contra a possibilidade de Furlan concorrer, mas o ministro André Mendonça pediu vista, interrompendo o julgamento.

O ex-prefeito também é alvo de investigações da Polícia Federal. Em março, endereços ligados a ele e ao então vice-prefeito, Mario Neto (MDB), foram alvo de buscas em uma apuração sobre suspeitas de fraude em licitações da Secretaria Municipal de Saúde. Antes da renúncia, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia determinado o afastamento dos dois dos cargos. Furlan e Neto negaram irregularidades. Pedro da Lua (União Brasil), então ex-presidente da Câmara Municipal, assumiu a prefeitura interinamente.

No fim de maio, Furlan foi alvo de outra operação da PF, que investigou suspeitas de uso de R$ 25 milhões dos cofres públicos para promover ataques a adversários e produzir conteúdo manipulado. A investigação também foi descrita como apuração de um suposto esquema para financiar uma “milícia digital”. Furlan nega irregularidades.

A eleição marca mais uma disputa entre o grupo do governador eleito e o de Alcolumbre na base política do senador. Furlan derrotou Josiel Alcolumbre, irmão do parlamentar, na eleição para prefeito de Macapá em 2020. Em 2024, venceu novamente na capital, enquanto candidatos apoiados por Alcolumbre perderam a disputa municipal. Na eleição deste ano, a coligação de Furlan reuniu PSD, PL, Podemos e Novo.

Para entender

Desincompatibilização
É o afastamento de um cargo público dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral para que a pessoa possa concorrer a outro cargo. A exigência busca evitar que o ocupante use a função pública para obter vantagem na disputa.
Registro de candidatura
É a autorização da Justiça Eleitoral para que uma pessoa concorra a um cargo. O registro pode ser contestado por recursos, e a análise judicial pode continuar mesmo durante ou depois da eleição.

Fontes: O Globo, Gazeta do Povo

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