Dr. Furlan vence eleição no Amapá e derrota grupo de Alcolumbre
O candidato do PSD foi eleito governador no primeiro turno com 62,14% dos votos válidos; Randolfe Rodrigues também perdeu a disputa ao Senado.
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Dr. Furlan, do PSD, foi eleito governador do Amapá no primeiro turno, com 62,14% dos votos válidos, contra 37,58% de Clécio Luís. A derrota do governador e do senador Randolfe Rodrigues marcou um revés para o grupo de Davi Alcolumbre, que apoiava os dois. Alcolumbre afirmou que respeita o resultado das urnas.
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, pediu serenidade e respeito ao resultado das urnas neste domingo, após seu aliado Clécio Luís (União Brasil) perder a eleição para o governo do Amapá. O ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), adversário político do senador, foi eleito no primeiro turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota, Alcolumbre afirmou que recebe o resultado “com respeito”. “A democracia exige de todos nós serenidade para reconhecer a vontade popular e responsabilidade para continuar defendendo aquilo em que acreditamos. Minha posição em defesa do Amapá permanece. Seguiremos trabalhando para que o nosso estado tenha um futuro de desenvolvimento, segurança e oportunidades para todos”, declarou.
A derrota de Clécio também marcou um revés para o grupo político de Alcolumbre na disputa pelo Senado. Randolfe Rodrigues (PT), aliado do presidente da Casa e candidato à reeleição na chapa do governador, não conseguiu uma vaga. Com 92,79% das urnas apuradas, a candidata Rayssa Furlan (Podemos), mulher do governador eleito, tinha 29,69% dos votos; Lucas Barreto (PSD), 24,06%; e Randolfe, 18,79%.
Na disputa pelo governo, os números parciais divulgados durante a apuração variaram conforme o total de urnas contabilizadas. Com 92,79% apurado, Furlan tinha 62,25%, ante 37,47% de Clécio. O resultado final do TSE confirmou a eleição de Furlan, com 62,14% dos votos válidos, contra 37,58% do governador. Votos válidos são aqueles dados a candidatos, excluídos os brancos e nulos.
Alcolumbre está no meio de seu mandato no Senado e não concorreu nesta eleição. A disputa no Amapá, porém, tinha importância para o senador, que buscava manter seu grupo no comando do estado e fortalecer sua posição de olho na reeleição em 2030.
Nos meses anteriores ao pleito, o senador retomou o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após um período de três meses sem conversas. A reaproximação ocorreu depois que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. Em seguida, Alcolumbre destravou propostas de interesse do governo no Congresso e anunciou que o Senado deve discutir na próxima semana uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com a jornada de trabalho 6x1.
Lula esteve no Amapá durante a campanha e declarou apoio a Clécio. Também apoiou a pesquisa de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial, área marítima que inclui a costa amapaense. A exploração e seus possíveis efeitos econômicos estiveram entre os temas da campanha, junto com a segurança pública e o custo de vida.