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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Lula divulga carta a católicos sobre escolha no segundo turno

Mensagem defende liberdade religiosa e será usada por movimentos sociais em conversas com eleitores na reta final da campanha.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lula lê uma carta sentado à mesa em um escritório. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lula lê uma carta sentado à mesa em um escritório.
Resumo em 30 segundos

Na carta, Lula pede que católicos avaliem a escolha no segundo turno considerando fé, consciência, valores e resultados dos candidatos. O presidente relaciona políticas sociais à redução da pobreza e defende liberdade religiosa, democracia e combate às desigualdades. A mensagem não indica explicitamente em quem votar. Pesquisa Datafolha mostra vantagem de Lula entre católicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma carta dirigida aos católicos em que pede que eleitores escolham seu candidato no segundo turno de 25 de outubro considerando a fé, a consciência e os valores. O texto também defende um governo comprometido com a liberdade religiosa e será usado por movimentos sociais em conversas com católicos na reta final da campanha.

“Peço que vocês examinem essa escolha à luz de sua consciência, de sua fé, de seus valores e, sobretudo, da realidade vivida por você e milhões de brasileiros”, escreveu Lula. A carta apresenta a eleição como uma decisão sobre o projeto de país e os princípios que devem orientar o futuro do Brasil.

No documento, o presidente afirma que a política deve estar a serviço da vida e não pode ser usada para promover “ódio, vingança ou privilégio”. Ele relaciona programas de transferência de renda, valorização do salário mínimo, geração de empregos e ampliação do acesso à educação, à saúde e à alimentação a avanços na redução da pobreza e na criação de oportunidades.

Lula também menciona iniciativas ligadas à agricultura familiar e à moradia. O texto diz que o desenvolvimento não deve ser medido apenas pelo tamanho da economia, mas também pelas condições de vida da população. Entre os objetivos que, segundo a carta, devem orientar o governo estão reduzir desigualdades, defender a democracia, proteger as famílias e assegurar direitos como trabalho, segurança, saúde, educação, moradia e alimentação.

O presidente pede que os eleitores considerem as trajetórias e os resultados dos candidatos, além de suas promessas. A mensagem cita crianças que precisam de escolas, jovens em busca de trabalho, trabalhadores que procuram emprego digno e idosos que necessitam de cuidado. Também defende um voto baseado na verdade, no respeito ao próximo e na justiça.

A carta dirigida aos católicos integra uma estratégia de diálogo com grupos religiosos durante a campanha. Lula também escreveu uma mensagem aos evangélicos, na qual destacou a importância da família e projetos que defende. As duas cartas buscam apresentar a visão do presidente a eleitores de diferentes tradições religiosas.

A disputa pelo voto católico ocorre em um cenário diferente daquele entre os evangélicos, conforme pesquisa Datafolha divulgada no dia 15. Entre católicos, Lula tinha 52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 42%. Entre evangélicos, Flávio registrava 62%, ante 29% do petista.

No encerramento, Lula pede que Deus abençoe o país e ilumine a consciência dos eleitores para que escolham um caminho que, segundo a carta, leve a uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. A mensagem não indica uma orientação explícita para votar em um candidato: solicita que os católicos avaliem a escolha com base em valores, experiências e resultados.

Fontes: O Globo

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