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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Documentário Mestre Zu relembra trajetória de Zuenir Ventura

O filme de Zelito Viana estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 22, um mês após a morte do jornalista, e retoma os acontecimentos de 1968.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Público assiste a imagens de uma manifestação brasileira dos anos 1960 em uma sala de cinema. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Público assiste a imagens de uma manifestação brasileira dos anos 1960 em uma sala de cinema.
Resumo em 30 segundos

Dirigido por Zelito Viana, “Mestre Zu” acompanha a trajetória de Zuenir Ventura, autor de “1968: O Ano que Não Terminou”. O documentário relembra protestos e manifestações culturais contra a ditadura militar, além da decretação do AI-5. A estreia nos cinemas está marcada para esta quinta-feira, 22.

O documentário “Mestre Zu”, dirigido por Zelito Viana e dedicado à trajetória do jornalista e escritor Zuenir Ventura, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (22), um mês após a morte do autor. Ventura escreveu “1968: O Ano que Não Terminou”, livro que reconstitui acontecimentos políticos, sociais e culturais do Brasil durante a ditadura militar.

A obra percorre movimentos de resistência ao regime, entre eles a Passeata dos Cem Mil, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1968, e manifestações artísticas como a apresentação de Caetano Veloso com “É Proibido Proibir”, no 3º Festival Internacional da Canção. O relato chega até o Ato Institucional nº 5 (AI-5), decretado em 13 de dezembro daquele ano, que ampliou a repressão e restringiu direitos.

O lançamento ocorre em meio à campanha para o segundo turno da eleição presidencial. Nos últimos dias, cidades brasileiras receberam manifestações em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. Em Porto Alegre, uma caminhada com o presidente reuniu dezenas de milhares de pessoas na segunda-feira (19), em um dos maiores atos políticos da história da capital gaúcha.

A disputa também mobilizou artistas e pessoas de diferentes gerações. Chico Buarque participou de um ato no Rio de Janeiro, e Gilberto Gil esteve em uma manifestação em Salvador. Ambos viveram os acontecimentos de 1968 retratados por Ventura. Em Copacabana, Caetano Veloso chorou no palco enquanto Geraldo Azevedo cantava “Dia Branco”; os dois artistas foram presos durante a ditadura.

O paralelo entre o livro e o cenário eleitoral atual aparece na mobilização de apoiadores nas ruas e na defesa da democracia e das liberdades. A eleição presidencial será decidida no segundo turno neste domingo (25), quando os eleitores escolherão entre Lula e o candidato adversário. O documentário, por sua vez, retoma um período em que protestos populares e manifestações culturais foram seguidos por uma intensificação da repressão estatal.

O AI-5 marcou uma ruptura no regime militar: permitiu, entre outras medidas, o fechamento do Congresso, a cassação de mandatos e a suspensão de garantias políticas. A referência ao ato no livro de Ventura ajuda a situar o desfecho de 1968 e a trajetória de pessoas que enfrentaram a censura e a perseguição. O filme de Viana apresenta essa história por meio do percurso do jornalista, conhecido pela investigação e pela escrita sobre o período.

Fontes: Zero Hora

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