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Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Campanha de Flávio e Lula mira Porto Alegre e região metropolitana

A eleição presidencial tem segundo turno em 25 de outubro; as campanhas também buscam eleitores ausentes, após abstenção de 21,08% no primeiro turno.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Avenida de Porto Alegre com apoiadores genéricos durante o período eleitoral. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Avenida de Porto Alegre com apoiadores genéricos durante o período eleitoral.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. No Rio Grande do Sul, as campanhas devem dar atenção a Porto Alegre e à Região Metropolitana, onde vivem cerca de 4 milhões de pessoas. Lula venceu na capital no primeiro turno, enquanto Flávio liderou no Estado.

A campanha presidencial de segundo turno no Rio Grande do Sul deve concentrar ações em Porto Alegre e na Região Metropolitana, onde vivem cerca de 4 milhões de pessoas, ou 36,9% da população estadual, segundo o Censo de 2022. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam a etapa final da eleição, marcada para 25 de outubro, e ambos podem voltar ao Estado depois de atos realizados na capital durante o primeiro turno.

Flávio esteve em Porto Alegre em 2 de setembro, e Lula, no dia 11. Ainda não há datas ou detalhes definidos para novas agendas no Rio Grande do Sul. A campanha, porém, considera a região metropolitana estratégica, em especial porque Lula venceu o primeiro turno na capital, enquanto Flávio teve vantagem ampla no resultado estadual.

No Rio Grande do Sul, Flávio obteve 3,57 milhões de votos, equivalentes a 55,64% dos votos válidos, e venceu em 455 municípios. Lula recebeu 2,29 milhões, ou 35,73%, e ficou à frente em 42 cidades. No conjunto do país, Flávio terminou a primeira etapa com 47,03%, contra 45,16% de Lula.

Em Porto Alegre, o resultado foi diferente: Lula alcançou 48,57% dos votos válidos, ante 41,86% de Flávio. Aliados do candidato do PL avaliam que a campanha deve tentar reduzir essa diferença na capital. O deputado federal reeleito Bibo Nunes (PL) afirmou que pretende manter comitês eleitorais usados na campanha para deputados como estruturas de apoio ao presidenciável.

“Entendo que temos de focar onde fizemos menos votos. A ideia é que possamos manter alguns comitês eleitorais como estruturas de apoio ao Flávio. É o que pretendo fazer”, disse Nunes. O deputado também defendeu que o candidato busque eleitores de centro e mantenha a estratégia de se apresentar como moderado.

A disputa no Estado ocorre em um cenário de resultados regionais distintos. Flávio teve vantagem expressiva na Serra, no Norte e nos vales, enquanto Lula liderou na capital. Para aliados do PL, a campanha deve preservar temas que funcionaram no primeiro turno, como a defesa de mudanças diante do custo de vida e do endividamento.

O plano do PT inclui ampliar a mobilização de eleitores que não compareceram às urnas. No primeiro turno, a abstenção foi de 21,08%, o equivalente a mais de 33 milhões de pessoas no país. Paulo Pimenta (PT), deputado federal que concorreu ao Senado, afirmou que a campanha deve buscar esse público e defender que Lula tem mais experiência para lidar com segurança e preço dos alimentos.

“São mais de 30 milhões os que não votaram e devemos procurá-los”, disse Pimenta. Ele também afirmou que pretende destacar os riscos que, na avaliação do PT, um eventual governo Flávio representaria para políticas públicas e direitos de trabalhadores e aposentados. A campanha petista discute ainda como tratar a relação do senador com Daniel Vorcaro, do Banco Master, que foi liquidado; há avaliações entre integrantes do partido de que o assunto pode perder força se não surgirem novos fatos.

A definição das diretrizes da campanha de Flávio está prevista para quarta-feira (7), em uma reunião em Brasília com deputados federais aliados. O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), também deve participar. Lula reuniu aliados em Brasília na segunda-feira (5) para discutir os próximos passos, entre eles representantes gaúchos da coligação liderada por Juliana Brizola (PDT), derrotada no primeiro turno.

Apesar de o Rio Grande do Sul estar no radar dos candidatos, a estratégia nacional deve dar atenção especial a São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Flávio tenta preservar a dianteira nesses estados, enquanto Lula busca reduzir a diferença. No Estado gaúcho, a disputa também dependerá de como cada campanha pretende alcançar eleitores de diferentes regiões e os que não votaram na primeira etapa.

Fontes: Zero Hora, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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