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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Democratas conquistam controle da Câmara e do Senado dos EUA

Líderes da Espanha, Noruega, África do Sul e Parlamento Europeu veem no resultado possíveis mudanças na política externa americana e no apoio à Ucrânia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: O Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sede do Congresso americano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: O Capitólio dos Estados Unidos em Washington, sede do Congresso americano.
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A vitória democrata nas eleições de meio de mandato dá ao partido o controle das duas Casas do Congresso dos Estados Unidos e pode dificultar a agenda de Donald Trump. Líderes de outros países reagiram ao resultado, que também pode influenciar as relações internacionais. O presidente mantém poder de veto sobre projetos de lei.

Os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira. O resultado foi celebrado por líderes de outros países, que apontaram possíveis mudanças na política externa americana e nas relações com aliados. Os pleitos definem cargos legislativos e estaduais no meio do mandato presidencial, sem escolher o presidente.

A vitória dá aos democratas poder para comandar as duas Casas do Congresso, onde podem dificultar a aprovação de propostas do presidente Donald Trump. Ainda assim, a legislação pode enfrentar obstáculos no Senado: para superar a obstrução parlamentar, conhecida como filibuster, são necessários mais votos do que uma maioria simples. Trump também pode vetar projetos aprovados pelo Congresso.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, associou o resultado à eleição brasileira e afirmou que os americanos votaram contra políticas que, em sua avaliação, empobrecem a população e estimulam o ódio, o sexismo e o negacionismo climático. Em uma publicação no X, ele disse: “Aconteceu no Brasil. Acaba de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha”. Sánchez está em campanha pela reeleição como primeiro-ministro.

Na Noruega, o premiê Jonas Gahr Store classificou a derrota republicana como um “forte sinal político” de mudança entre os eleitores. Ele afirmou que surgem vozes mais próximas das posições norueguesas sobre clima, meio ambiente, política externa e ajuda ao desenvolvimento.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse que o resultado pode “inaugurar uma nova era nas relações internacionais”. Ele afirmou que os democratas conquistaram o controle das duas Casas e que os eleitores americanos “deram seu recado”. A África do Sul esteve entre os países criticados por Trump desde seu retorno à Casa Branca.

Christel Schaldemose, vice-presidente do Parlamento Europeu, avaliou que a vitória democrata pode contribuir para o apoio à Ucrânia e para as relações dos Estados Unidos com outros países. A reação ocorre em meio ao descontentamento de governos europeus com a aproximação de Trump ao presidente russo, Vladimir Putin.

As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, ocorrem no meio do ciclo presidencial de quatro anos. Os eleitores escolhem todos os integrantes da Câmara dos Representantes, parte dos senadores e, em muitos estados, governadores e outros cargos locais. O resultado pode alterar o equilíbrio de poder em Washington e influenciar a agenda do governo, mas não encerra o mandato presidencial.

Fontes: Valor Econômico, Estadão, Zero Hora

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