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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Malévola Alves e amiga são liberadas no Egito e podem voltar

A autorização para deixar o país não encerra o processo egípcio; ainda não há data informada para o retorno das brasileiras ao Brasil.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Duas viajantes com malas em um terminal de aeroporto, com aviões visíveis ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Duas viajantes com malas em um terminal de aeroporto, com aviões visíveis ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram liberadas no Egito e receberam autorização para voltar ao Brasil, após serem detidas em Alexandria. O processo contra as duas continuará no país. As autoridades egípcias atribuíram a detenção a vídeos publicados nas redes sociais, enquanto a influenciadora relatou que elas foram questionadas sobre suas identidades de gênero.

A influenciadora brasileira Malévola Alves e a amiga Bruna Mercatelli foram liberadas no Egito e receberam autorização para voltar ao Brasil, após serem detidas em Alexandria durante uma viagem turística. A liberação foi confirmada nesta quarta-feira (21), mas o processo aberto contra as duas continuará no país, segundo informações divulgadas sobre o caso.

O Ministério do Interior egípcio afirmou que as brasileiras foram detidas após a circulação de vídeos que, na avaliação das autoridades, mostravam gestos sexuais, comportamento obsceno e importunação de pessoas em locais públicos. A pasta disse que as duas admitiram ter gravado e publicado o material para aumentar o número de visualizações nas redes sociais. O caso foi encaminhado à Promotoria Pública.

A defesa de Malévola, representada pelo advogado Jonatha Carvalho Matos, acompanhou os trâmites para a liberação e o retorno das brasileiras. A Embaixada do Brasil no Cairo também foi acionada. Não foram divulgados detalhes sobre as acusações formais nem sobre as etapas seguintes do processo egípcio.

A autorização para deixar o país não encerra a investigação. As duas ainda poderão enfrentar consequências judiciais no Egito, e uma eventual condenação pode resultar em restrições para voltar ao país. Até o momento, não foi informada uma data para a viagem de retorno ao Brasil.

Antes da confirmação oficial da detenção, Malévola relatou nas redes sociais que policiais interromperam o passeio das duas, recolheram os passaportes e fizeram perguntas sobre suas identidades de gênero. Em uma publicação, ela escreveu: “Estamos na delegacia, estamos desesperadas. Eu não sei o que vai acontecer ou o que vão fazer com a gente. Pegaram todos os nossos passaportes e pararam nossa van no meio do passeio”.

A influenciadora também afirmou que as duas foram questionadas se eram mulheres trans. O governo egípcio, porém, atribuiu oficialmente a detenção aos vídeos e às condutas que diz terem sido registradas neles; não apontou a identidade de gênero como motivo da ação.

A assistência consular é o apoio que representações diplomáticas podem oferecer a cidadãos de seu país no exterior, como orientação e contato com autoridades locais. A atuação da embaixada não substitui a defesa jurídica nem interfere na aplicação das leis do país onde ocorre o processo.

Malévola tem 22 anos e reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok. Ela participou, em 2024, do Rancho do Maia, reality show criado por Carlinhos Maia. A amiga, identificada como Bruna Mercatelli, também foi detida e liberada.

Fontes: Estadão, O Globo

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