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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Cotribá aprova liquidação extrajudicial e mantém operação

Após dois pedidos de recuperação judicial em 2025, a cooperativa estima dívida superior a R$ 1,4 bilhão; as cobranças seguem ativas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Caminhão descarrega grãos diante de silos de uma cooperativa agrícola. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Caminhão descarrega grãos diante de silos de uma cooperativa agrícola.
Resumo em 30 segundos

A assembleia da Cotribá aprovou por unanimidade a liquidação extrajudicial continuada. A cooperativa deve manter o recebimento e a comercialização de grãos enquanto reorganiza contas e patrimônio. O processo não suspende cobranças nem pagamentos de dívidas, estimadas em mais de R$ 1,4 bilhão. Sérgio Strentzke conduzirá a liquidação.

A Cooperativa Agrícola Mista General Osório (Cotribá) aprovou na terça-feira (20), em assembleia realizada em Ibirubá, no noroeste do Rio Grande do Sul, a liquidação extrajudicial continuada. A decisão foi unânime entre os 375 associados presentes e prevê a reorganização das contas e do patrimônio, com manutenção das atividades da cooperativa durante a reestruturação.

A medida não encerra imediatamente as operações: a Cotribá deve continuar recebendo e comercializando grãos dos produtores enquanto segue o plano de liquidação. Para conduzir o processo, os associados escolheram Sérgio Strentzke, que até então presidia a cooperativa. Ele deverá preparar um plano com prazos e formas de pagamento a credores, incluindo produtores, trabalhadores, fornecedores e credores fiscais.

A liquidação extrajudicial passa a valer sem autorização judicial. Diferentemente de uma recuperação judicial, ela não suspende cobranças nem pagamentos de dívidas. A continuidade das atividades dependerá do cumprimento das regras previstas no plano; segundo a cooperativa, a operação pode seguir até a liquidação final do negócio.

Strentzke afirmou que a decisão deve reduzir bloqueios e ações de credores e dar mais segurança aos associados para entregar a produção. Ele também disse que a prestação de serviços deve melhorar após a publicação da ata da assembleia no Diário Oficial da União.

A Cotribá, fundada em Ibirubá e considerada a cooperativa mais antiga do Brasil ainda em atividade, tem 115 anos. Em 2025, apresentou dois pedidos de recuperação judicial e informou dívidas superiores a R$ 1 bilhão. Na ocasião, apontou atrasos em pagamentos a produtores, funcionários e fornecedores, além de obrigações financeiras não quitadas.

A dívida a ser equacionada agora é estimada em mais de R$ 1,4 bilhão. A Associação dos Produtores e Empresários Rurais afirmou que pretende entrar com uma ação de exibição de documentos para obter mais informações sobre o que foi apresentado na assembleia.

A recuperação judicial é um processo conduzido sob supervisão da Justiça para permitir que uma empresa ou entidade negocie suas dívidas e tente manter as atividades. A liquidação extrajudicial aprovada pela Cotribá é uma alternativa fora desse procedimento, mas, conforme as informações divulgadas, não impede que credores continuem cobrando os valores devidos.

Fontes: Zero Hora

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