WEG registra lucro de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre
A receita líquida da fabricante cresceu 5,7% e chegou a R$ 10,86 bilhões, com operações no exterior respondendo por 62,5% do total.
Resumo em 30 segundos
A WEG teve lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 0,9%. A receita líquida avançou 5,7%, para R$ 10,86 bilhões, enquanto o Ebitda subiu 3,1%. As operações no exterior representaram 62,5% da receita, apesar do impacto da valorização do real.
A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fabricante de motores e equipamentos eletrônicos atribuiu o resultado à retomada de negócios no mercado interno e à continuidade do desempenho no exterior, que respondeu por 62,5% da receita — a maior participação já alcançada pela companhia.
A receita operacional líquida somou R$ 10,86 bilhões entre julho e setembro, crescimento anual de 5,7%. Desse total, R$ 6,8 bilhões vieram das operações internacionais. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), indicador usado para avaliar o desempenho operacional, avançou 3,1%, para R$ 2,35 bilhões.
A empresa informou que a receita externa em reais foi afetada pela valorização da moeda brasileira. O dólar médio caiu de R$ 5,45 no terceiro trimestre do ano anterior para R$ 5,14 no mesmo intervalo de 2026, redução de 5,7%. A América do Norte permaneceu como principal origem da receita internacional: respondeu por 54,7% desse total, considerado em dólares.
No Brasil, a área de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD) voltou a crescer na comparação anual. A receita doméstica do segmento foi de R$ 1,7 bilhão, avanço de 1,5%. Segundo a WEG, o resultado refletiu entregas de projetos de ciclo longo, especialmente em transmissão e distribuição e em sistemas de automação. A companhia também relatou menor receita em geração solar, diante da demanda mais fraca por sistemas distribuídos e da ausência de novos projetos de geração centralizada.
No exterior, a receita de GTD chegou a R$ 2,5 bilhões, alta de 24,1% em um ano, impulsionada sobretudo por negócios de transmissão e distribuição na América do Norte. O segmento representou 38,6% da receita líquida total do trimestre.
Equipamentos eletroeletrônicos industriais foram a principal linha de negócios, com 49,6% da receita. No Brasil, a receita dessa área cresceu 2,7%, para R$ 1,6 bilhão; no exterior, aumentou 1,1%, para R$ 3,75 bilhões. Motores comerciais e para eletrodomésticos tiveram queda de 6,8% no mercado interno e alta de 0,6% fora do país. Já tintas e vernizes cresceram 8,3% no Brasil, mas recuaram 12,1% no exterior. A empresa relacionou a queda internacional à acomodação da demanda em setores como óleo e gás e ao câmbio.
Os investimentos da WEG somaram R$ 905,4 milhões no trimestre: 60,2% foram destinados ao exterior e 38,9%, ao Brasil. A companhia encerrou setembro com caixa líquido de R$ 2,54 bilhões, ante R$ 3,44 bilhões um ano antes.