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Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Comércio de Caxias do Sul prevê menos vagas temporárias no fim do ano

Lojas relatam dificuldade para contratar, enquanto vagas de vendas e caixa seguem abertas; pesquisa estadual aponta horários como principal obstáculo.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Gerente de loja analisa candidaturas enquanto funcionários organizam roupas para a temporada de fim de ano. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Gerente de loja analisa candidaturas enquanto funcionários organizam roupas para a temporada de fim de ano.
Resumo em 30 segundos

O comércio de Caxias do Sul espera contratar menos temporários para o fim de 2026, apesar do movimento previsto para a Black Friday e o Natal. Lojistas citam dificuldade para preencher vagas fixas e resistência ao trabalho nos fins de semana. Uma pesquisa estadual apontou a indisponibilidade de horários como principal dificuldade.

O comércio de Caxias do Sul deve contratar menos trabalhadores temporários para o fim de ano de 2026, apesar do aumento esperado no movimento durante a Black Friday e o Natal. A avaliação é de representantes do setor, que relatam dificuldade para preencher vagas fixas e apontam a falta de candidatos e a resistência a trabalhar nos fins de semana como obstáculos às contratações.

Uma pesquisa da Fecomércio-RS com 702 estabelecimentos no Rio Grande do Sul mostrou que 54,8% pretendiam contratar temporários. O levantamento não tem resultados específicos para Caxias do Sul, embora 43 dos entrevistados sejam da cidade. Entre as empresas consultadas, 44,2% disseram que exigiriam algum requisito para preencher as vagas, como escolaridade, idade ou experiência.

A indisponibilidade de horários foi a dificuldade mais citada, por 31,2% dos estabelecimentos. Também apareceram a falta de qualificação, mencionada por 27%; a escassez de candidatos, por 21,8%; e a falta de comprometimento e interesse, por 21%.

Márcia Costa, presidente do Sindilojas Caxias, afirma que lojistas têm dificuldade para completar as equipes permanentes. Por isso, embora o comércio ainda precise de reforço no período de maior movimento, a entidade espera um número menor de contratações temporárias.

Costa avalia que o setor oferece diferentes horários e possibilidades de remuneração com comissões. Para ela, há pessoas interessadas em trabalhar, mas falta aproximá-las das empresas e das vagas compatíveis com sua disponibilidade.

A dificuldade é percebida por Kellen Ferraro, proprietária das Lojas Ferraro, que mantém três vagas fixas abertas desde o início de setembro, para funções de vendas e caixa. Ela planeja contratar outras três pessoas temporariamente para o fim do ano e iniciou a busca entre o fim de setembro e o começo de outubro, a fim de preparar os novos funcionários para a temporada.

A empresária diz que encontrar pessoas dispostas a trabalhar aos fins de semana é um dos principais desafios. A rede tem três lojas, localizadas em São Pelegrino, no Shopping Villagio e no São Ciro. Ferraro afirma que oferece treinamento aos contratados, inclusive para quem ainda não trabalhou no varejo, com foco no atendimento e nas técnicas de venda.

Em São Marcos, a Essencial Intimytà também tem duas vagas fixas abertas, segundo a sócia-proprietária Vanessa Chinelatto de Alexandre. Ela considera o comércio uma forma de desenvolver habilidades de vendas e relacionamento, mas diz que ainda há resistência de trabalhadores a ingressar no setor.

Uma parceria entre Sindilojas, Senac, Câmara de Indústria, Comércio, Serviços e Agropecuária de São Marcos (CIC) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) oferece cursos de preparação para o varejo, incluindo formação sobre experiência do cliente. Uma edição foi realizada em outubro e outra está prevista para novembro.

Nilvo Riboldi Filho, presidente do Sindicomerciários, sindicato dos trabalhadores do comércio, acredita que uma eventual mudança da escala 6x1 para a 5x2 pode atrair mais pessoas para o setor. Na escala 6x1, o trabalhador cumpre seis dias de trabalho antes de um dia de descanso; na 5x2, são cinco dias de trabalho e dois de folga. Riboldi afirma que o comércio perde trabalhadores para a indústria e que muitos preferem contratos efetivos a temporários.

O dirigente também aponta o salário como um fator de insatisfação, especialmente diante do trabalho aos sábados, domingos e feriados. Ele afirma que a negociação deste ano resultou em reajuste de 5,54% no piso salarial da categoria. O piso é o menor salário previsto para os trabalhadores abrangidos pela negociação coletiva. O sindicato também promove ações de qualificação para quem procura emprego, em parceria com Senac e Senai.

Para entender

Escala 6x1
É uma jornada organizada em seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso. A escala 5x2, mencionada na notícia como possível alternativa, prevê cinco dias de trabalho e dois de folga.
Piso salarial
É o menor salário definido para os trabalhadores abrangidos por uma categoria ou negociação coletiva. Pode ser estabelecido por acordo ou convenção entre representantes de trabalhadores e empregadores.

Fontes: Zero Hora

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