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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Cortes no SNAP ampliam procura por alimentos no Arizona

Mais de 465 mil moradores, incluindo 200 mil crianças, perderam o benefício; o impacto dos cortes também entrou na disputa eleitoral desta terça-feira.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Alimentos organizados em mesas de um banco comunitário de alimentos no Arizona. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Alimentos organizados em mesas de um banco comunitário de alimentos no Arizona.
Resumo em 30 segundos

A perda do acesso ao SNAP levou mais moradores do Arizona a buscar ajuda em bancos de alimentos e se tornou tema das eleições de meio de mandato. Autoridades locais apontam que mais de 465 mil pessoas foram afetadas. Em distritos disputados, candidatos abordam o custo de vida e os cortes no programa.

Os cortes no Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP, na sigla em inglês) ampliaram a procura por alimentos no Arizona e se tornaram tema das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira, 3 de novembro. Mais de 465 mil moradores do estado, entre eles 200 mil crianças, perderam o acesso ao benefício, segundo os dados citados por autoridades locais. O descontentamento pode influenciar disputas apertadas para a Câmara dos Representantes, onde os republicanos tentam manter a maioria.

O SNAP é um programa federal destinado a pessoas e famílias de baixa renda. Os beneficiários recebem mensalmente um valor em cartão eletrônico para comprar alimentos em estabelecimentos autorizados. Os cortes previstos na lei orçamentária promovida pelo presidente Donald Trump retiraram cinco milhões de pessoas do programa em janeiro, de acordo com os dados divulgados sobre a medida.

No sul do Arizona, a rede de bancos de alimentos atende neste ano 50 mil pessoas a mais do que o habitual. Natalie Jayroe, responsável pelo Banco Comunitário de Alimentos da região, disse que há insatisfação inclusive entre eleitores que apoiaram Trump. Ela afirmou que a participação nas urnas pode fazer diferença no estado, mas questionou se as pessoas afetadas pelos cortes irão votar.

Christine, viúva aposentada de 67 anos, busca alimentos em um evento beneficente todos os meses desde que deixou de receber o SNAP. Ela cuida de duas crianças, de nove e 13 anos, e não divulga seu sobrenome para que elas não saibam como consegue levar comida para casa. Metade de sua aposentadoria vai para o aluguel; sem o benefício, disse, a família não conseguiria comer carne e teria menos verduras.

Óscar Ochoa, de 65 anos, também perdeu o acesso ao programa. Veterano militar e aposentado, ele voltou a trabalhar como motorista de ônibus e já votou pelo correio em candidatos democratas. Ochoa criticou a lei orçamentária e afirmou que, em sua avaliação, a medida beneficiou os mais ricos, não os pobres nem os americanos de renda média.

A disputa em um distrito que inclui parte de Tucson opõe a democrata Joanna Mendoza ao republicano Juan Ciscomani, que busca a reeleição. Mendoza destaca o custo de vida e sua experiência em uma família que dependia de cupons de alimentação. Ciscomani tenta se distanciar de Trump e afirma que não será “marionete de ninguém”.

Angélica Garcia, recepcionista de 45 anos, critica o governo e diz que as mudanças atrasaram o processamento de seu pedido de auxílio por mais de dois meses, durante um período de desemprego. Suas filhas, de 14 e 22 anos, passaram esse intervalo comendo arroz, feijão e macarrão. Garcia, que antes não participava da política, agora incentiva vizinhos a votar.

Fontes: O Globo

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