Pular para o conteúdo
Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Conselhos de empresas do Ibovespa elevam remuneração mediana em 29%

Presidentes de conselho tiveram alta de 54%, enquanto a remuneração mediana anual chegou a R$ 2,2 milhões, aponta levantamento de 76 empresas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Conselheiros de empresas reunidos em uma sala de reuniões corporativa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Conselheiros de empresas reunidos em uma sala de reuniões corporativa.
Resumo em 30 segundos

A remuneração mediana anual dos conselheiros de empresas do Ibovespa chegou a R$ 798.257 em 2025, alta de 29% ante 2023. Entre presidentes de conselho, o valor atingiu R$ 2,2 milhões. O estudo também aponta avanço pequeno na presença feminina e estabilidade na proporção de conselheiros pretos ou pardos.

A remuneração mediana anual dos conselheiros de administração de empresas do Ibovespa chegou a R$ 798.257 em 2025, alta de 29% em relação a 2023. Entre os presidentes de conselho, o valor mediano alcançou R$ 2,2 milhões por ano, aumento de 54% no mesmo intervalo, segundo o relatório Liderança Empresarial 2026, elaborado pela consultoria Vila Nova com dados públicos e oficiais de 76 companhias do índice.

Os números se referem ao exercício fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2025. No período analisado, a remuneração mediana dos diretores estatutários avançou 19%, enquanto a dos presidentes-executivos (CEOs) cresceu 6%, para R$ 11.656.173 anuais.

Norton Lara, sócio sênior da Vila Nova, atribuiu a valorização dos conselheiros ao aumento das responsabilidades e do tempo exigido pelo cargo. Além de estratégia e governança, os integrantes dos conselhos passaram a lidar com temas como riscos, cibersegurança, sustentabilidade e inteligência artificial, sob maior atenção de reguladores e investidores.

A alta foi mais acentuada entre os presidentes dos conselhos, também chamados de chairs. Segundo Lara, eles conduzem a agenda do colegiado, mantêm a relação com acionistas e atuam como interlocutores dos CEOs. A combinação de atribuições e competências específicas ajuda a explicar a diferença de remuneração, afirmou.

O levantamento também comparou a formação dos executivos e conselheiros. Engenharia e administração predominam entre os CEOs, com 78% do grupo, e aparecem em 53% dos conselheiros. Advogados e economistas representam 28% dos integrantes de conselhos e 15% dos presidentes-executivos.

Lara relacionou essa diferença às funções de cada posição: CEOs concentram-se na gestão e na execução, enquanto conselhos supervisionam a estratégia, os riscos e a governança, além de se relacionarem com acionistas. Na avaliação dele, essa abrangência favorece a composição de colegiados com experiências profissionais variadas.

A presença de mulheres nos conselhos avançou pouco no último ano. Em 2026, havia 159 conselheiras, equivalentes a 22,4% do total, ante 158, ou 21%, em 2025. Apesar disso, 94,7% das empresas do Ibovespa tinham ao menos uma mulher no conselho, acima dos 90% registrados no ano anterior.

A série do relatório aponta 155 conselheiras em 2023, 152 em 2024 e 158 em 2025. Entre os integrantes dos conselhos, 5% se autodeclararam pretos ou pardos, proporção igual à de 2025. Lara disse que a diversidade de gênero perdeu espaço nas discussões e avaliou que a presença de apenas uma mulher em muitos colegiados indica que ainda há possibilidade de avanço.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também