CDHU publica edital para implantar Parque do Moinho em São Paulo
O contrato terá prazo de 24 meses e valor de referência de R$ 41,3 milhões; as empresas interessadas devem apresentar propostas até 19 de novembro.
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A CDHU publicou o edital para contratar a empresa responsável pela implantação do Parque do Moinho, na área da antiga Favela do Moinho, no centro de São Paulo. O projeto prevê 61,3 mil metros quadrados de áreas verdes, quadras, pistas, equipamentos de lazer e espaços culturais. O contrato terá prazo de 24 meses.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) publicou nesta terça-feira (27) o edital para contratar a empresa que implantará o Parque do Moinho, na área da antiga Favela do Moinho, em Campos Elíseos, região central de São Paulo. O contrato terá prazo de 24 meses e valor de referência de R$ 41,3 milhões; as propostas devem ser entregues em 19 de novembro, em licitação com disputa fechada.
O projeto prevê um parque público de 61,3 mil metros quadrados, situado sob e ao redor do viaduto Engenheiro Orlando Murgel e entre trechos operacionais das linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 11-Coral. Segundo o governo estadual, o espaço será voltado ao lazer, à convivência e à qualificação urbana, com áreas verdes e equipamentos de uso coletivo.
A implantação será feita por etapas. Na primeira, estão previstos o cercamento do terreno, quadras poliesportivas, de basquete e de esportes de areia, além de parque infantil, academia ao ar livre, sanitários e bebedouros. O plano inclui também pistas de skate, bicicleta e caminhada, iluminação, paisagismo, mobiliário urbano e locais para atividades culturais e educativas, como oficinas e cursos ambientais.
Em uma fase posterior, o parque poderá receber horta urbana, viveiro de espécies nativas e pátio de compostagem. O governo também prevê construir, em uma área vizinha, uma nova estação ferroviária para integrar diferentes meios de transporte. A proposta inclui organizar a circulação de pedestres e ciclistas no espaço.
A área receberá o parque depois da saída das 851 famílias que moravam na comunidade. O reassentamento começou em 22 de abril de 2025, com a mudança dos primeiros moradores, e foi concluído em 15 de setembro deste ano, quando o último deixou o local.
A transferência ocorreu após negociação entre os governos estadual e federal. O terreno pertencia à União e foi cedido ao governo paulista, que prevê a reurbanização da área após o reassentamento.
A CDHU desenvolveu o projeto, que considera a presença de moradores da região e de pessoas que circulam pelo centro para trabalhar, estudar ou acessar serviços. A área fica próxima a linhas de trem e a outros meios de transporte, e o governo afirma que o parque deverá atender tanto a população residente quanto esse público que passa pelo local.