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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

CBA registra lucro de R$ 616 milhões no terceiro trimestre

O resultado subiu 367% em um ano, impulsionado pela operação de R$ 262 milhões que antecipou pagamentos de concessões hidrelétricas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Lingotes de alumínio em uma fábrica, com uma usina hidrelétrica ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Lingotes de alumínio em uma fábrica, com uma usina hidrelétrica ao fundo.
Resumo em 30 segundos

A CBA lucrou R$ 616 milhões no terceiro trimestre, alta anual de 367%. O resultado incluiu ganho líquido de R$ 315 milhões com a renegociação e a liquidação antecipada de obrigações ligadas a hidrelétricas. A receita avançou 18%, e a dívida líquida caiu 16% em relação a setembro do ano passado.

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) registrou lucro líquido de R$ 616 milhões no terceiro trimestre, alta de 367% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, referente a julho a setembro, foi impulsionado pelo desempenho operacional e pelo ganho obtido com a renegociação e a liquidação antecipada de obrigações ligadas a usinas hidrelétricas.

A empresa desembolsou R$ 262 milhões líquidos para antecipar pagamentos futuros de Uso do Bem Público (UBP), encargo devido ao governo federal pelas concessões de usinas. A operação gerou um benefício econômico de R$ 526 milhões; depois dos efeitos tributários, o ganho líquido foi de R$ 315 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 565 milhões, avanço de 142% na comparação anual. A receita líquida consolidada chegou a R$ 2,7 bilhões, crescimento de 18%, dos quais R$ 2,5 bilhões vieram do negócio de alumínio. A CBA atribuiu parte da melhora à venda de produtos de maior valor agregado.

O preço médio do alumínio na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês) foi de US$ 3.226 por tonelada, 23% acima do registrado no terceiro trimestre de 2025, embora abaixo do patamar do segundo trimestre deste ano. A produção líquida de alumínio alcançou 94 mil toneladas, alta anual de 1%. As vendas totalizaram 132 mil toneladas, mesmo volume de um ano antes e 1% superior ao trimestre anterior.

A geração de energia hidrelétrica também contribuiu para o resultado, após ficar acima do esperado em razão das chuvas. A companhia informou ainda que a dívida líquida terminou setembro em R$ 2,8 bilhões, 16% menor que no mesmo período do ano anterior. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado caiu para 1,38 vez, ante 1,68 vez no fim de junho.

O presidente-executivo da CBA, Luciano Alves, afirmou que preços mais altos do alumínio ajudam a reduzir a alavancagem, mas não significam necessariamente que a empresa manterá esse nível. Segundo ele, a companhia costuma aproveitar períodos favoráveis para reforçar a posição de caixa e se preparar para eventuais baixas da commodity. Alves disse que, naquele momento, não havia perspectiva de queda nos meses seguintes e descreveu a decisão como parte da gestão de caixa.

Para entender

Uso do Bem Público (UBP)
Encargo pago ao governo federal por empresas que exploram concessões de usinas hidrelétricas. No caso da CBA, a companhia antecipou pagamentos futuros de UBP e renegociou obrigações, obtendo um benefício econômico após desembolsar recursos.

Fontes: Valor Econômico

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