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Domingo, 25 de outubro de 2026

Campanha de Lula pede prisão de gestores por frota reduzida em SP

O TRE-SP intimou a Prefeitura e a SPTrans a explicar a circulação de ônibus, mas ainda não decidiu sobre as prisões nem sobre ampliar a votação.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Passageiros aguardam ônibus em uma avenida de São Paulo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Passageiros aguardam ônibus em uma avenida de São Paulo.
Resumo em 30 segundos

A campanha de Lula afirma que apenas cerca de 60% dos ônibus circulam em São Paulo, apesar de decisão judicial que determinou a operação da frota de dias úteis. Pediu a prisão de dois gestores municipais, a retomada integral dos veículos e a extensão do horário de votação. O TRE-SP cobrou explicações da prefeitura e da SPTrans.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou neste domingo (25) o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por causa da circulação reduzida de ônibus na capital paulista, durante o segundo turno da eleição presidencial. A coligação afirma que apenas cerca de 60% da frota está nas ruas, embora uma decisão judicial tenha determinado a operação de 100% dos veículos previstos para dias úteis regulares, e pediu a prisão em flagrante de dois gestores municipais.

Os alvos do pedido são o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A campanha também solicitou que a frota integral seja restabelecida imediatamente, que o horário de votação seja ampliado por duas horas e que seja aplicada ou aumentada uma multa por hora de descumprimento. Pediu ainda o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral e a investigação de possíveis responsabilidades.

O juiz eleitoral Tiago Ducati Lino Machado intimou a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans a prestar informações imediatas sobre as denúncias. Ele não havia decidido sobre os pedidos de prisão nem sobre a prorrogação da votação. Na sexta-feira (23), o magistrado determinou que o município mantivesse a mesma quantidade de ônibus prevista para dias úteis regulares neste domingo. A decisão fixou multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans se houver descumprimento injustificado.

Fiscais da campanha e moradores relataram dificuldades para embarcar em diferentes áreas da cidade, incluindo as zonas Leste e Norte, o centro e a avenida Paulista. Há registros de passageiros que esperaram mais de uma hora por um ônibus. A campanha teme que a oferta menor prejudique principalmente eleitores de bairros periféricos, onde Lula venceu no primeiro turno.

Em nota, a prefeitura afirmou que a SPTrans recebeu a determinação às 13h10 de sábado (24) e comunicou as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade. A gestão disse que a mudança em prazo curto trouxe dificuldades para reorganizar escalas, jornadas e rotinas de trabalho. Também afirmou que o planejamento inicial considerava a folga dos profissionais e a necessidade de permitir que eles votassem.

A decisão judicial foi tomada após pedido de parlamentares do PSOL. A prefeitura havia planejado operar com a escala de sábado, como no primeiro turno, e afirmou que sua programação se baseou em dados de demanda. Segundo a gestão, no domingo anterior, cerca de 6,9 mil ônibus circularam, com aproximadamente 8 milhões de lugares oferecidos e 3,4 milhões de passageiros transportados.

Na representação ao TRE-SP, a campanha também relatou bloqueio na venda de passagens intermunicipais de Sorocaba, Campinas, Santos e Ribeirão Preto para a capital, e no sentido inverso. A coligação afirmou que não encontrou bilhetes disponíveis nos itinerários consultados.

A disputa ocorre em uma capital governada por Ricardo Nunes (MDB), apoiador do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Justiça do Trabalho proibiu a prefeitura de pressionar servidores e trabalhadores terceirizados a participar de atos eleitorais, e o Ministério Público do Trabalho investiga acusações de assédio eleitoral. A gestão municipal nega irregularidades.

Para entender

SPTrans
A São Paulo Transporte é uma empresa municipal responsável pela gestão do transporte coletivo por ônibus na capital paulista. Atua no planejamento e na fiscalização do sistema, enquanto a operação dos veículos é feita por empresas concessionárias.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

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