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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Câmara do Paraguai debate impeachment de Peña e Alliana nesta quinta

As sessões extraordinárias discutem denúncias ligadas à crise do Ueno Bank; a convocação não significa que o presidente e o vice serão afastados.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário da Câmara dos Deputados do Paraguai preparado para uma sessão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário da Câmara dos Deputados do Paraguai preparado para uma sessão.
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A Câmara dos Deputados do Paraguai marcou para esta quinta-feira duas sessões extraordinárias para discutir a abertura de processos de impeachment contra Santiago Peña e Pedro Alliana. As denúncias estão relacionadas à crise do Ueno Bank, submetido a um processo de resolução pelo Banco Central. A convocação não afasta os dois.

A Câmara dos Deputados do Paraguai marcou para esta quinta-feira (5) duas sessões extraordinárias para discutir a abertura de processos de impeachment contra o presidente Santiago Peña e o vice-presidente Pedro Alliana. As propostas, apresentadas por deputados e encaminhadas à Comissão de Assuntos Constitucionais, estão relacionadas à crise do Ueno Bank, que sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai.

A discussão sobre a denúncia contra Peña está prevista para começar às 10h. Depois, os deputados devem analisar a proposta contra Alliana. A abertura dos processos ainda precisa ser discutida pela Câmara; a convocação das sessões não significa que os dois tenham sido afastados.

A crise aumentou a pressão sobre o governo porque Peña foi sócio do Grupo Vázquez, conglomerado que controla o Ueno Bank, até março de 2025. O Banco Central determinou no início da semana um processo de resolução ou fechamento da instituição, após constatar que o índice de solvência havia caído para menos da metade do mínimo exigido.

Com 2,9 milhões de clientes em um país de 6,1 milhões de habitantes, o banco deixou milhares de usuários preocupados com o acesso às economias. A crise também ganhou dimensão pública porque a instituição patrocina equipes locais de futebol e eventos esportivos, entre eles a etapa paraguaia do Mundial de Rali da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

Na quarta-feira (4), Peña promulgou uma lei aprovada pelo Congresso para acelerar a devolução de parte dos valores retidos. A norma prevê que cada depositante possa receber até 40 salários mínimos mensais — 121,7 milhões de guaranis, cerca de US$ 19 mil — em até 24 horas, sem ultrapassar cinco dias úteis após a entrada em vigor da lei.

A legislação também estabelece um adiantamento do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), mecanismo de proteção que cobre parte dos recursos mantidos em instituições financeiras. O Banco Central havia anunciado a ativação do fundo, com cobertura de até 75 salários mínimos, ou aproximadamente 228,3 milhões de guaranis, por pessoa física ou jurídica. A instituição informou ainda que fará um primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis.

Peña também nomeou na quarta-feira o economista e ex-ministro Raúl Vera Bogado para chefiar o Banco Central, após a renúncia de Carlos Carvallo. Antes de assumir a presidência da autoridade monetária, em 2023, Carvallo havia dirigido a Financiera Ueno, que deu origem ao banco sob intervenção. A nomeação de Vera Bogado ainda depende de aprovação do Senado.

Para entender

Fundo de Garantia de Depósitos
Mecanismo de proteção que cobre parte dos depósitos mantidos em instituições financeiras. No Paraguai, o fundo é administrado no âmbito do sistema financeiro e sua cobertura segue limites definidos em lei.

Fontes: Gazeta do Povo

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