C&A testa escala 5x2 em 62 lojas e estuda mudanças nas equipes
A companhia não revelou as cidades das unidades nem quando decidirá se amplia o teste; domingos e custos estão entre os desafios apontados pelo presidente.
Resumo em 30 segundos
A C&A testa a escala 5x2 em 62 lojas e avalia reorganizar tarefas e equipes para controlar despesas e manter o atendimento, especialmente aos domingos. A empresa também considera ampliar contratações intermitentes. Em paralelo, negocia com shopping centers possíveis efeitos da reforma tributária nos contratos de aluguel, ainda sem mudanças informadas.
A C&A testa a escala de trabalho 5x2 em 62 lojas e estuda mudanças na organização das equipes para conter o aumento de despesas. O presidente da companhia, Paulo Correa Junior, falou sobre a experiência nesta quinta-feira (5), durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre, sem detalhar em quais cidades ficam as unidades.
Na escala 5x2, o funcionário trabalha cinco dias e folga dois; no modelo 6x1, trabalha seis e folga um. Segundo Correa, manter a operação sem alterar a rotina de tarefas e as jornadas eleva os custos. “Se você fizer exatamente a mesma coisa que faz hoje, o custo aumenta”, afirmou.
Para reduzir o impacto, a empresa aperfeiçoa o planejamento das atividades nas lojas com auxílio de uma ferramenta baseada em algoritmos. A C&A também avalia ampliar formatos de contratação, entre eles o trabalho intermitente, em que a prestação de serviços ocorre em períodos alternados, conforme a demanda.
Os domingos são um dos pontos de atenção, disse o executivo, porque o movimento nos shopping centers aumenta nesses dias e exige equipes suficientes. A companhia também procura reduzir despesas em outras áreas por meio da simplificação de processos e do uso de tecnologia. Correa afirmou que a revisão de custos é contínua.
A experiência da C&A ocorre em meio à discussão sobre a adoção da escala 5x2 no varejo. A mudança reduz de seis para cinco os dias trabalhados na semana, mas, segundo a empresa, pode exigir reorganização das equipes para preservar o atendimento e controlar gastos. A companhia não informou quando pretende concluir o teste nem se planeja estendê-lo a outras lojas.
Na mesma teleconferência, Correa disse que avançam as conversas com shopping centers sobre possíveis efeitos da reforma tributária nos contratos de aluguel. A transição para o novo sistema de impostos está prevista para começar em 2027, mas ainda há dúvidas regulatórias e operacionais, segundo o presidente.
A empresa aguarda definições sobre notas técnicas, orientações para a operação e documentos dos órgãos reguladores. Correa afirmou que a relação antiga com os empreendedores dos centros comerciais favorece as negociações e que a expectativa é alcançar uma solução consensual quando houver mais clareza sobre as regras. A C&A não informou se já houve mudanças nos contratos nem estimou os possíveis efeitos financeiros.