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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Brigada Militar cancela avaliação psicológica de Cristiano

O processo disciplinar que pode levar à expulsão do policial segue em andamento; a corporação afirma que não há indícios para justificar o exame.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Sala institucional vazia com mesa e pastas organizadas para uma reunião administrativa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Sala institucional vazia com mesa e pastas organizadas para uma reunião administrativa.
Resumo em 30 segundos

A Brigada Militar cancelou a avaliação psicológica de Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar. O exame serviria para avaliar se ele pode responder a processo disciplinar, que continua e pode resultar em expulsão. O policial também responde a processo criminal na Justiça comum.

A Brigada Militar cancelou a avaliação psicológica prevista para o policial Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, em Cachoeirinha. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (21), enquanto o processo disciplinar que pode levar à expulsão dele da corporação continua em andamento.

Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar, 48 anos, e pai do filho dela. Silvana e os pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram entre 24 e 25 de janeiro. Os corpos não foram localizados, e a polícia considera remotas as chances de encontrá-los com vida.

A avaliação seria feita pela Junta Policial-Militar de Saúde para verificar se o policial tem condições de responder ao processo administrativo disciplinar. Em documento assinado pelo comandante-geral da Brigada Militar, a corporação afirmou que não há, até o momento, indícios que justifiquem o exame. O procedimento disciplinar seguirá para análise do Conselho de Disciplina, que pode decidir pela expulsão.

A corporação também registrou que Cristiano responde criminalmente pelos mesmos fatos na Justiça comum. Caso o Judiciário determine uma avaliação de saúde mental no processo criminal, o laudo poderá ser encaminhado à Corregedoria da Brigada Militar. A avaliação psicológica cancelada pela corporação e um eventual exame determinado pela Justiça são procedimentos distintos.

O advogado Marcio Rosano, que representa Cristiano, disse que recebeu a decisão com surpresa. Segundo ele, o presidente do Conselho de Disciplina já havia autorizado a avaliação e uma data tinha sido marcada.

Cristiano está preso desde fevereiro e responde por dois feminicídios, relacionados às mortes de Silvana e Dalmira, e por homicídio qualificado, pela morte de Isail. Também é acusado de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz.

A investigação foi concluída sem que os corpos fossem encontrados, com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou Cristiano, Milena Ruppenthal Domingues, companheira dele, e Wagner Domingues Francisco, irmão do policial, por participação nas mortes e em ações que teriam dificultado a investigação. As acusações ainda serão examinadas pela Justiça; não há prazo informado para o julgamento.

No fim de setembro, as defesas dos três apresentaram manifestações contestando mais de dez pontos da investigação. Milena também está proibida, por decisão judicial, de se aproximar do enteado, filho de Silvana.

Para entender

Conselho de Disciplina
É o colegiado da Brigada Militar que analisa a conduta de policiais militares em processos disciplinares. Ao fim do procedimento, pode propor medidas administrativas, entre elas a exclusão do policial da corporação.

Fontes: Zero Hora

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