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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Bancos têm até sexta para indicar dívidas ao Desenrola 3.0

A etapa reúne dívidas atrasadas de dois a quatro anos e meio, com valor original abaixo de R$ 10 mil; devedores ainda não podem solicitar o benefício.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Pessoa analisa contas atrasadas e documentos financeiros sobre uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Pessoa analisa contas atrasadas e documentos financeiros sobre uma mesa.
Resumo em 30 segundos

Bancos, seguradoras e fundos têm até 30 de outubro para apresentar dívidas elegíveis ao Desenrola 3.0. O leilão está previsto para o fim de novembro ou início de dezembro, e a compra das carteiras pela União deve ocorrer em 2027. Os devedores ainda não podem pedir a renegociação.

Bancos, seguradoras e fundos de investimento têm até 30 de outubro para informar ao Ministério da Fazenda quais dívidas poderão participar do Desenrola 3.0. A etapa prepara o leilão previsto para o fim de novembro ou o início de dezembro; a compra das carteiras pela União deve ocorrer apenas em 2027.

O programa prevê que o governo compre carteiras de dívidas com desconto mínimo de 90% e, depois, cobre dos devedores o valor renegociado. O pagamento poderá ser feito à vista ou parcelado. Para participar, as dívidas devem estar atrasadas entre dois e quatro anos e meio, ter sido contratadas por pessoas físicas ou microempreendedores individuais (MEIs) e apresentar valor original inferior a R$ 10 mil.

Ao indicar interesse, o credor aceita vender as carteiras com pelo menos 90% de desconto. O governo não pretende necessariamente comprar todo o volume ofertado: a disputa por recursos limitados poderá levar os participantes a oferecer abatimentos maiores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o edital poderá exigir descontos de 93% ou 95%, e que o leilão pode resultar em percentuais ainda superiores.

A União poderá destinar até R$ 15 bilhões à aquisição de carteiras durante a vigência do programa, que vai até junho de 2028. A estimativa inicial é que as instituições apresentem até R$ 90 bilhões em dívidas. Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, a compra desse total custaria no máximo R$ 9 bilhões, caso todas as carteiras fossem adquiridas com desconto de 90%.

A manifestação de interesse serve para reunir dados e organizar o funcionamento do leilão. As instituições que não se inscreverem até 30 de outubro ficarão de fora dessa disputa. A primeira rodada é voltada a créditos financeiros; em etapas posteriores, o programa poderá incluir também dívidas não bancárias.

O Desenrola 3.0 busca reduzir o peso das dívidas no orçamento das famílias. Segundo a Fazenda, a escolha de começar pelos créditos financeiros considera a participação dessas operações no endividamento e a estrutura já existente para negociar e avaliar esse tipo de ativo.

A adesão dos credores nesta fase não significa que os devedores já possam solicitar o benefício ou renegociar diretamente com o governo. Primeiro, as carteiras serão apresentadas e avaliadas; depois, ocorrerá o leilão, e a aquisição está prevista para 2027. As regras descritas para esta rodada não incluem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Fontes: O Globo

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