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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Banco da Inglaterra sinaliza nova alta de juros se inflação persistir

A taxa básica subiu 0,25 ponto percentual, para 4% ao ano, na primeira elevação desde agosto de 2023; oito integrantes votaram a favor.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Tanques de combustível e tubulações industriais sob um céu nublado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Tanques de combustível e tubulações industriais sob um céu nublado.
Resumo em 30 segundos

O Banco da Inglaterra elevou os juros para 4% ao ano e sinalizou que poderá aumentá-los novamente se as pressões inflacionárias não diminuírem. O conflito entre Estados Unidos e Irã e a alta dos preços de energia estão entre os riscos citados. A inflação britânica chegou a 3,5% em setembro.

O Banco da Inglaterra (BoE) sinalizou que poderá voltar a elevar os juros se não houver sinais de redução das pressões inflacionárias. A possibilidade foi mencionada na ata da reunião em que o banco central britânico aumentou a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 4% ao ano, diante da alta dos preços de energia e das incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã.

A decisão foi a primeira elevação dos juros desde agosto de 2023. O comitê de política monetária aprovou o aumento por oito votos, enquanto Catherine Mann defendeu uma alta maior, de 0,5 ponto percentual, que levaria a taxa a 4,25%.

O presidente do BoE, Andrew Bailey, afirmou que, sem novidades que reduzam os riscos de inflação, pode ser necessário considerar outro aumento. Depois disso, as decisões devem depender de evidências sobre os preços de energia e o comportamento da inflação. Bailey avaliou que o nível atual dos juros é, em geral, adequado.

Segundo o presidente, um avanço concreto para resolver o conflito no Oriente Médio ajudaria a reduzir os riscos ligados à energia. Sem esse progresso, a possibilidade de novos aumentos nos preços energéticos pode pressionar a inflação. O conflito entrou em seu nono mês, e os preços globais de energia continuaram a subir, partindo de um patamar já elevado.

A vice-presidente do banco, Clare Lombardelli, também considerou provável que uma nova alta se justifique no curto prazo caso não apareçam sinais de desaceleração da inflação. Ela disse que, depois disso, o rumo dos juros dependerá da economia e dos custos de energia. Huw Pill, economista-chefe do BoE, afirmou que as próximas decisões deverão levar em conta se a inflação persiste e se seus efeitos se espalham para outros preços e salários.

Megan Greene também apontou a possibilidade de novos aumentos, condicionados à evolução dos salários, dos preços e da capacidade ociosa da economia. Já Mann defendeu uma ação mais intensa para evitar que pressões persistentes se consolidem na formação de preços e salários. Ela argumentou que a inflação acima da meta por cinco anos, com média de 4,7%, aumentou o risco inflacionário e justificaria uma elevação de meio ponto.

A inflação ao consumidor no Reino Unido chegou a 3,5% em setembro, e a projeção do BoE é que alcance cerca de 5% até meados do próximo ano. O banco espera uma queda posterior, à medida que o impacto da energia diminua e os juros restritivos ajudem a conter a demanda. A meta de inflação é de 2% no médio prazo; o comitê afirmou que não segue um caminho predeterminado para a taxa e fará ajustes conforme necessário.

Para entender

Banco da Inglaterra
É o banco central do Reino Unido. Entre suas funções está definir a política monetária, incluindo a taxa básica de juros, com o objetivo de manter a inflação estável.

Fontes: Valor Econômico

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