Bancadas do RS fazem rodízio na Mesa Diretora da Assembleia
PL, PP, PT e MDB dividirão a presidência da Assembleia Legislativa do RS nos próximos quatro anos; os partidos ainda vão escolher seus representantes.
Resumo em 30 segundos
Líderes das principais bancadas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul fecharam um acordo para distribuir a presidência da Mesa Diretora entre PL, PP, PT e MDB nos próximos quatro anos. As legendas elegeram juntas 33 deputados estaduais. Cada partido definirá quem ocupará o cargo durante seu período.
Os líderes das principais bancadas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul fecharam nesta terça-feira (27) um acordo para distribuir a presidência da Mesa Diretora entre quatro partidos ao longo dos próximos quatro anos. O rodízio será feito por PL, PP, PT e MDB, que, juntos, elegeram 33 deputados estaduais.
O PL elegeu 12 parlamentares; PP e PT, oito cada; e MDB, cinco. O PSD também conquistou cinco cadeiras, mas recebeu menos votos que o MDB. As quatro bancadas do acordo somaram 3.656.349 votos, equivalentes a 59,87% dos votos válidos.
O pacto define a distribuição da presidência entre as legendas, mas cada partido ainda escolherá o nome que ocupará o cargo em seu período. A ordem também pode ser negociada: embora seja tradicional que o partido do governador eleito presida a Assembleia no primeiro ano, não há impedimento para que PL e PP troquem suas posições no rodízio.
No PL, o presidente da sigla, Giovani Cherini, defende que a deputada Adri Cherini, sua esposa e estreante na Assembleia, comande a Casa no ano reservado ao partido. Se a vez da legenda ficar para 2028, ela teria um ano para se preparar antes de assumir.
No PP, a escolha poderá ficar entre Joel Wilhelm e Marcus Vinícius. O deputado Guilherme Pasin, apontado como opção natural, deve assumir a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, o que o afastaria da disputa pela presidência.
O PT deverá considerar fatores como experiência na Assembleia, capacidade de articulação e interesse em assumir as responsabilidades institucionais do cargo. Os nomes citados para a escolha são Zé Nunes, o parlamentar mais antigo da bancada, e Pepe Vargas, que presidiu a Assembleia em 2025.
No MDB, a tendência é que Luciano Silveira seja escolhido. Ele foi o segundo mais votado da bancada, enquanto o primeiro, Roberto Lucchese, está em seu primeiro mandato.
A Mesa Diretora coordena os trabalhos legislativos e a administração da Assembleia. O acordo foi testemunhado por Mari Peruzzo, Luiz Henrique Teixeira e Roberto Scussell, integrantes do Grupo de Assessoramento Econômico (GAE).