Michel Temer apoia Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula
O ex-presidente anunciou o apoio em vídeo nesta segunda-feira; Flávio teve 47,03% dos votos no primeiro turno, ante 45,15% de Lula.
Resumo em 30 segundos
Michel Temer declarou apoio a Flávio Bolsonaro na disputa do segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva. Em vídeo, disse que os eleitores querem mudança e associou a ideia de reconexão à candidatura do senador. O apoio é individual: o MDB ainda não anunciou posição e liberou seus filiados no primeiro turno.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou nesta segunda-feira (5) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo publicado nas redes sociais, Temer afirmou que os eleitores querem mudança e associou essa expectativa à candidatura de Flávio.
“O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança. Quer atenção e respeito. Quem entendeu isso foi reeleito, deu-se a renovação”, disse Temer. “A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente. Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”.
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula obteve 45,15%, segundo os resultados informados. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A diferença entre os candidatos foi de 1,88 ponto percentual.
O apoio de Temer foi anunciado individualmente, sem representar uma posição oficial do MDB. O partido ainda não declarou apoio a um dos candidatos no segundo turno. Na primeira etapa da eleição, a legenda liberou seus filiados para escolherem quem apoiar.
A eleição presidencial de 2026 terá, portanto, Lula e Flávio Bolsonaro na disputa final. O resultado do primeiro turno também foi acompanhado por mudanças na composição do Congresso: o PL elegeu 121 deputados federais, a maior bancada da Câmara, e passou a ter 28 senadores. A federação PT-PCdoB-PV ficou em segundo lugar na Câmara, com 88 deputados, seis a mais do que em 2022.
Temer presidiu o Brasil de 2016 a 2018, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), manteve proximidade com o então presidente e atuou como conselheiro informal em alguns momentos.
Em 2021, Bolsonaro procurou Temer durante uma crise institucional que se agravou após o discurso do 7 de Setembro, quando chamou de “canalha” o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Temer orientou o então presidente a divulgar um manifesto de pacificação, intitulado “Declaração à Nação”, e intermediou uma ligação entre Bolsonaro e Moraes. O documento foi redigido por Temer e aprovado por Bolsonaro.