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Sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Assaí registra lucro de R$ 427 milhões no terceiro trimestre

Do lucro total, R$ 179 milhões vieram de créditos tributários; sem esse efeito, o resultado recorrente foi de R$ 248 milhões, alta anual de 55,2%.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fachada de um grande supermercado de atacarejo com clientes e carrinhos na entrada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fachada de um grande supermercado de atacarejo com clientes e carrinhos na entrada.
Resumo em 30 segundos

O Assaí teve lucro líquido de R$ 427 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 119% em um ano. O resultado incluiu créditos tributários; excluído esse efeito, o lucro recorrente cresceu 55,2%. As vendas nas mesmas lojas avançaram 0,1%, enquanto a alavancagem caiu para 2,15 vezes.

O Assaí registrou lucro líquido de R$ 427 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 119% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado inclui R$ 179 milhões líquidos relacionados ao reconhecimento de créditos tributários de PIS/Cofins; sem esse efeito, o lucro recorrente foi de R$ 248 milhões, crescimento de 55,2%. A empresa divulgou os resultados nesta quinta-feira (5).

A receita líquida avançou 0,2%, para R$ 19 bilhões, enquanto as vendas em lojas abertas há pelo menos um ano subiram 0,1%. A receita bruta, por sua vez, foi de R$ 21,325 bilhões, aumento de 2,7%. O Assaí tem mais de 310 lojas.

O presidente da companhia, Belmiro de Figueiredo Gomes, afirmou que a empresa priorizou a rentabilidade e a redução do endividamento, mesmo com crescimento modesto das vendas. Segundo ele, elevar as vendas nas mesmas lojas em um ou dois pontos poderia comprometer as margens. “Até poderíamos ter crescido em mesmas lojas um ponto, dois pontos, mas, na nossa visão, o que isso implicaria em margem acabaria não fechando essa conta”, disse.

A margem bruta passou de 16,7% para 17,2% na comparação anual. Parte da melhora contábil veio da monetização de créditos de PIS/Cofins ligados a produtos submetidos ao regime plurifásico, em que a cobrança do tributo ocorre em diferentes etapas da cadeia. O efeito desses créditos reduziu o custo das mercadorias vendidas e contribuiu para elevar o lucro bruto.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 1,08 bilhão, praticamente estável ante o terceiro trimestre de 2025. A margem Ebitda também permaneceu próxima do mesmo nível, em 5,7%. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 551 milhões, mas melhorou 8,8% em um ano, com redução de encargos da dívida e dos custos de antecipação de recebíveis.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu para 2,15 vezes, ante 3,03 vezes um ano antes. A dívida líquida recuou 4,9%, para R$ 10,8 bilhões. A geração de caixa operacional somou R$ 3,34 bilhões, queda de R$ 871 milhões na comparação anual; a geração de caixa livre foi de R$ 2,76 bilhões, recuo de R$ 331 milhões.

O resultado contábil e o recorrente medem o lucro de formas diferentes: o segundo exclui efeitos considerados não recorrentes, como os créditos tributários reconhecidos neste trimestre. A companhia também informou geração de caixa final de R$ 561 milhões, ante R$ 909 milhões no terceiro trimestre de 2025.

Fontes: Valor Econômico, Estadão

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