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Sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Alphabet perde US$ 500 bilhões em valor de mercado após balanço

As buscas em modo IA oferecem menos espaço para anúncios, enquanto a empresa investiu mais de US$ 50 bilhões em inteligência artificial no trimestre.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Fileiras de servidores em um centro de dados, com luzes que remetem à volatilidade do mercado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Fileiras de servidores em um centro de dados, com luzes que remetem à volatilidade do mercado.
Resumo em 30 segundos

As ações da Alphabet caíram entre 12% e 13% após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, reduzindo em cerca de US$ 500 bilhões seu valor de mercado. Investidores reagiram aos gastos elevados em IA e ao risco de que as buscas conversacionais diminuam a receita publicitária. A receita total cresceu 25%, mas o lucro líquido caiu 25%.

As ações da Alphabet, controladora do Google, caíram entre 12% e 13% na quinta-feira (29), após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, e reduziram em cerca de US$ 500 bilhões o valor de mercado da empresa. O recuo refletiu preocupações com os gastos elevados em inteligência artificial (IA) e com o impacto das buscas em modo IA sobre a publicidade, principal fonte de receita do grupo.

A perda foi a segunda maior já registrada em um único dia por uma empresa em Wall Street, atrás da queda de US$ 593 bilhões da Nvidia em janeiro de 2025. O movimento também pressionou o setor de tecnologia: o Nasdaq recuou 1,38% em uma sessão, enquanto outra apuração do fechamento apontou queda de 1,4%.

As buscas em modo IA respondem às consultas com textos conversacionais, em vez de apresentar apenas uma lista de links. O diretor de negócios do Google, Philipp Schindler, afirmou que esse formato reduz o uso da busca tradicional e oferece menos oportunidades de monetizar as consultas com anúncios. A publicidade representa cerca de dois terços da receita da Alphabet, e as vendas de anúncios cresceram 11% no trimestre.

A preocupação é que menos anúncios exibidos ou menor retorno por consulta possam enfraquecer o negócio de busca, mesmo com a adoção de novos recursos de inteligência artificial. A receita total da empresa avançou 25%, para US$ 127,6 bilhões, mas ficou ligeiramente abaixo da média das previsões de analistas compiladas pela FactSet.

O lucro líquido caiu 25%, para US$ 26,2 bilhões, ante o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo dos US$ 37,3 bilhões esperados por analistas e foi afetado, entre outros fatores, por uma perda de US$ 8,7 bilhões em investimentos acionários. A Alphabet atribuiu essa perda a mudanças no valor de seus investimentos, incluindo sua participação na SpaceX. Já o lucro operacional, que exclui perdas com investimentos, subiu 30%, para US$ 40,6 bilhões, também abaixo das expectativas.

O fluxo de caixa ficou negativo em US$ 9,07 bilhões no trimestre encerrado em setembro. A empresa gastou mais de US$ 50 bilhões em IA no período e manteve a previsão de despesas de capital entre US$ 195 bilhões e US$ 205 bilhões. Despesas de capital, ou capex, são investimentos em ativos de longo prazo, como centros de dados, equipamentos e infraestrutura.

A Alphabet também informou compromissos futuros superiores a US$ 1 trilhão relacionados a centros de dados, arrendamentos, equipamentos, energia e outras obrigações. Para financiar a expansão, a companhia contraiu dívidas e anunciou em junho planos de levantar cerca de US$ 85 bilhões em uma oferta de ações. O pagamento de US$ 5,2 bilhões ligado à resolução de uma multa regulatória europeia de 2018 também contribuiu para a saída de caixa.

A divisão de nuvem, por outro lado, dobrou as vendas, que chegaram a US$ 30,7 bilhões. O presidente-executivo Sundar Pichai afirmou que duas versões avançadas do modelo Gemini, chamadas Argon e Carbon, reduziram a distância em áreas como programação, finanças e segurança cibernética. A empresa aposta numa estratégia que reúne chips próprios, centros de dados e modelos de IA integrados a seus produtos.

A queda ocorreu em meio a dúvidas mais amplas sobre o retorno dos investimentos em IA e a capacidade do Google de competir em novos serviços. Investidores também observam empresas como Anthropic, OpenAI e Meta, que avançam em diferentes aplicações da tecnologia. A reação do mercado mostra que, além de ampliar a infraestrutura, a Alphabet terá de demonstrar que consegue transformar seus recursos de IA em crescimento sustentável e preservar a receita publicitária da busca.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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