Alex Moreira Pereira é solto após absolvição em Niterói
A 4ª Vara Criminal revogou a prisão preventiva de Drill e o absolveu das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de arma por falta de provas.
Resumo em 30 segundos
Alex Moreira Pereira, conhecido como Drill, foi solto em 13 de outubro após decisão da Justiça de Niterói, que também o absolveu das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de arma. A juíza concluiu que não havia provas individualizadas ligando ele e Laiane Cavalcante aos materiais apreendidos na operação.
Alex Moreira Pereira, conhecido como Drill e apontado pelas forças de segurança como uma liderança do tráfico no Complexo do Fonseca, em Niterói, foi solto em 13 de outubro por decisão da 4ª Vara Criminal da cidade. A Justiça revogou a prisão preventiva e o absolveu das acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de arma por falta de provas individualizadas. Laiane Cavalcante, que também estava no imóvel onde ocorreu a operação que levou à prisão dos dois, foi absolvida.
Drill, de 42 anos, havia sido preso em 20 de abril com outras cinco pessoas, em uma casa abandonada na Travessa Santo Cristo. Segundo a Polícia Militar, o endereço era usado como ponto de venda de drogas. Na operação, foram apreendidos dois fuzis com a numeração raspada, munições, rádios transmissores, carregadores, uma granada e entorpecentes. Os seis foram levados à 78ª Delegacia de Polícia (Fonseca) e autuados em flagrante por tráfico e porte ilegal de arma, segundo a Polícia Civil.
Na decisão, a juíza considerou que os elementos reunidos não demonstravam uma ligação específica de Drill ou Laiane com os materiais encontrados. O documento afirma que a acusação de que Alex seria fornecedor de drogas “não recebeu confirmação judicial individualizada” e que “não houve material ilícito especificamente ligado a eles”. A absolvição por falta de provas significa que a acusação não foi comprovada no processo; não equivale a uma condenação.
A soltura ocorreu em meio à disputa entre facções criminosas no Complexo do Fonseca, que inclui as comunidades Santo Cristo, Palmeira, Pimba, Coreia e Coronel Leôncio. Drill é apontado como antigo integrante da liderança local do Terceiro Comando Puro (TCP) e investigado por participação em invasões a comunidades em novembro de 2025, quando o grupo avançou sobre áreas então dominadas pelo Comando Vermelho (CV). A disputa envolvia pessoas ligadas a Drill e a um traficante conhecido como Fluminense, apontado como liderança do CV na região.
Na madrugada de 16 de outubro, três dias após a decisão, o sistema ShotSpotter detectou disparos no Santo Cristo. A tecnologia identifica tiros e permite acionar as forças de segurança. Depois de uma operação policial com veículos blindados, sete suspeitos apontados como integrantes do TCP foram presos. Policiais também encontraram um homem morto; a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí investiga o caso. A ação resultou ainda na apreensão de três pistolas, um simulacro, dois rádios e drogas.
As forças de segurança atribuem a Drill mais de 11 registros policiais por suspeitas de crimes como homicídio, roubo, corrupção de menores e tráfico. Em janeiro de 2026, Niterói registrou 14 homicídios dolosos e mortes decorrentes de intervenção policial, o maior total para o mês em sete anos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública.
Para entender
- Terceiro Comando Puro
- O Terceiro Comando Puro (TCP) é uma facção criminosa que atua no estado do Rio de Janeiro. No texto, o grupo é citado por sua disputa territorial com o Comando Vermelho em comunidades do Complexo do Fonseca, em Niterói.
- Comando Vermelho
- O Comando Vermelho (CV) é uma facção criminosa originada no Rio de Janeiro. A notícia cita o grupo ao descrever a disputa por territórios no Complexo do Fonseca.