Acidente em Palm Beach mata nove pessoas em queda de jatinho
O Learjet 60 seguia para as Bahamas quando caiu em uma área residencial da Flórida; investigadores ainda apuram as causas e não recuperaram o gravador de voz.
Resumo em 30 segundos
Um Learjet 60 caiu no domingo em uma área residencial do condado de Palm Beach, na Flórida, e matou os nove ocupantes. Entre as vítimas estavam uma família com duas crianças, o piloto Jeff Gregory e a copilota brasileira Nathalia Filgueiras. Investigadores ainda não determinaram a causa e procuram informações sobre o gravador de voz da cabine.
Um jatinho Learjet 60 caiu no domingo (1º) em uma área residencial do condado de Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, e matou os nove ocupantes. Entre as vítimas estavam o piloto Jeff Gregory, de 55 anos, a copilota Nathalia Filgueiras, de 20, uma família do Texas com duas crianças, uma babá e duas amigas do casal.
O avião seguia em direção às Bahamas quando atingiu o solo de bico. O impacto abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela rua. Não houve sobreviventes.
A família era formada por Adam Robinson, executivo e fundador de empresas de tecnologia, Helen Sharp, profissional de relações públicas, e os filhos Emma e Charlie. Anita Maria Cetina, que trabalhava como babá das crianças, também estava a bordo, assim como Rachael Reed e Charmi Fehr, amigas do casal.
Em um comunicado conjunto divulgado na segunda-feira (2), Cetina foi descrita como uma pessoa que cuidava das crianças “com ternura e dedicação”. Reed e Fehr foram lembradas como pessoas alegres e aventureiras. Helen havia aberto um ateliê de cerâmica.
Gregory era habilitado para pilotar diferentes modelos de jatos e foi descrito como experiente por uma antiga chefe. Nathalia, que tinha cidadania brasileira e morava nos Estados Unidos, acumulava mais de 1.300 horas de voo. Ela obteve a licença de piloto aos 17 anos e trabalhava para a Upper Jets, empresa de voos fretados sediada em Fort Lauderdale.
Comunicações entre o avião e os controladores de tráfego aéreo de Miami mostram que Nathalia relatou chuva, formação leve de gelo e turbulência moderada pouco antes da queda. Ela perguntou se poderia subir para 37 mil pés de altitude e, em seguida, declarou “mayday”, sinal internacional de emergência usado quando há risco à vida. A copilota informou que o avião despencava em alta velocidade e gritou: “Vamos cair”.
Um investigador federal afirmou que partes do jato parecem ter se soltado antes de ele atingir o solo. Ainda não há uma conclusão sobre a causa. Jared Isaacman, administrador da Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), disse na segunda-feira que é cedo para especular e mencionou como possibilidades fatores estruturais, o histórico de manutenção e as condições meteorológicas.
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) conduz a investigação, com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). Na segunda-feira, investigadores disseram que ainda não tinham recuperado o gravador de voz da cabine e não sabiam se o equipamento estava instalado no avião. A documentação do local estava no início e a retirada dos destroços maiores da cratera era um dos desafios.
A Upper Jets informou que investiga o acidente, coopera com as autoridades e presta apoio aos familiares das vítimas.