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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Acidente em Palm Beach mata nove pessoas em queda de jatinho

O Learjet 60 seguia para as Bahamas quando caiu em uma área residencial da Flórida; investigadores ainda apuram as causas e não recuperaram o gravador de voz.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Cratera e destroços de um jatinho em uma rua residencial da Flórida. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Cratera e destroços de um jatinho em uma rua residencial da Flórida.
Resumo em 30 segundos

Um Learjet 60 caiu no domingo em uma área residencial do condado de Palm Beach, na Flórida, e matou os nove ocupantes. Entre as vítimas estavam uma família com duas crianças, o piloto Jeff Gregory e a copilota brasileira Nathalia Filgueiras. Investigadores ainda não determinaram a causa e procuram informações sobre o gravador de voz da cabine.

Um jatinho Learjet 60 caiu no domingo (1º) em uma área residencial do condado de Palm Beach, na Flórida, nos Estados Unidos, e matou os nove ocupantes. Entre as vítimas estavam o piloto Jeff Gregory, de 55 anos, a copilota Nathalia Filgueiras, de 20, uma família do Texas com duas crianças, uma babá e duas amigas do casal.

O avião seguia em direção às Bahamas quando atingiu o solo de bico. O impacto abriu uma cratera no asfalto e espalhou destroços pela rua. Não houve sobreviventes.

A família era formada por Adam Robinson, executivo e fundador de empresas de tecnologia, Helen Sharp, profissional de relações públicas, e os filhos Emma e Charlie. Anita Maria Cetina, que trabalhava como babá das crianças, também estava a bordo, assim como Rachael Reed e Charmi Fehr, amigas do casal.

Em um comunicado conjunto divulgado na segunda-feira (2), Cetina foi descrita como uma pessoa que cuidava das crianças “com ternura e dedicação”. Reed e Fehr foram lembradas como pessoas alegres e aventureiras. Helen havia aberto um ateliê de cerâmica.

Gregory era habilitado para pilotar diferentes modelos de jatos e foi descrito como experiente por uma antiga chefe. Nathalia, que tinha cidadania brasileira e morava nos Estados Unidos, acumulava mais de 1.300 horas de voo. Ela obteve a licença de piloto aos 17 anos e trabalhava para a Upper Jets, empresa de voos fretados sediada em Fort Lauderdale.

Comunicações entre o avião e os controladores de tráfego aéreo de Miami mostram que Nathalia relatou chuva, formação leve de gelo e turbulência moderada pouco antes da queda. Ela perguntou se poderia subir para 37 mil pés de altitude e, em seguida, declarou “mayday”, sinal internacional de emergência usado quando há risco à vida. A copilota informou que o avião despencava em alta velocidade e gritou: “Vamos cair”.

Um investigador federal afirmou que partes do jato parecem ter se soltado antes de ele atingir o solo. Ainda não há uma conclusão sobre a causa. Jared Isaacman, administrador da Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço), disse na segunda-feira que é cedo para especular e mencionou como possibilidades fatores estruturais, o histórico de manutenção e as condições meteorológicas.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) conduz a investigação, com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). Na segunda-feira, investigadores disseram que ainda não tinham recuperado o gravador de voz da cabine e não sabiam se o equipamento estava instalado no avião. A documentação do local estava no início e a retirada dos destroços maiores da cratera era um dos desafios.

A Upper Jets informou que investiga o acidente, coopera com as autoridades e presta apoio aos familiares das vítimas.

Fontes: Folha de S.Paulo

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