Acidente de asa-delta mata instrutor e turista em São Conrado
A colisão ocorreu na segunda-feira, na rampa de pouso da Praia de São Conrado; seis pessoas morreram em acidentes de voo livre no local em um ano.
Resumo em 30 segundos
O instrutor brasileiro Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos e o turista argentino Adrian Guillermo Arismendi morreram após a asa-delta em que voavam atingir a rampa de pouso em São Conrado, no Rio. O acidente foi o segundo fatal com asa-delta no local neste ano e elevou a seis as mortes em voos livres em um ano.
O instrutor brasileiro Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos e o turista argentino Adrian Guillermo Arismendi morreram na manhã de segunda-feira após a asa-delta em que voavam atingir a rampa de pouso de voo livre na Praia de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Com as duas mortes, seis pessoas morreram em acidentes de voo livre no local em um período de um ano, segundo os casos citados pelo Clube São Conrado de Voo Livre (CSCVL) e pela Polícia Civil.
O vice-presidente do CSCVL, Bruno Menescal, relatou à Polícia Civil que viu a asa-delta fazer uma curva em baixa altura antes de deslizar e bater na rampa. Esse movimento, chamado de “glissar”, consiste em um deslizamento suave do equipamento. Banhistas também disseram que a colisão ocorreu perto de um muro junto à rampa de pouso.
Santos pilotava havia dez anos, mas tinha obtido a carteira de instrutor um ano antes do acidente, segundo o depoimento de Menescal. Arismendi era natural de Puerto Deseado, na Argentina, e havia chegado ao Rio no domingo, um dia antes da queda. Ele estava na cidade com amigos.
O acidente de segunda-feira foi o segundo episódio fatal com uma asa-delta em São Conrado neste ano. Em fevereiro, a queda do equipamento no mar matou o instrutor brasileiro Rodolfo Pascoal Ladeira e a turista americana Jenny Colón Rodríguez. Assim como no caso mais recente, as vítimas eram um instrutor e uma visitante estrangeira.
Em agosto, o coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após cair de parapente no mar. Na ocasião, o Clube São Conrado de Voo Livre afirmou que uma linha de pipa com cerol ou linha chilena na área de voo teria provocado o acidente. O clube classificou o episódio como um “ato criminoso”.
Em novembro do ano passado, o bicampeão brasileiro de asa-delta Philip Eric Haegler morreu em outro acidente de voo livre na região. Ele perdeu o controle do parapente depois de tocar em uma asa-delta que vinha no sentido contrário, atingiu a cobertura de um prédio e caiu de uma altura superior a dez andares.
As ocorrências envolvem asa-deltas e parapentes, modalidades distintas de voo livre. A asa-delta tem estrutura rígida e formato triangular; o parapente é uma vela flexível. Em ambos os casos, os pilotos dependem das condições do vento e de espaço adequado para decolar e pousar.