Ricardo Nunes deseja que novo governo recupere a economia
Em nota divulgada após o fim da eleição presidencial, o prefeito de São Paulo não citou Luiz Inácio Lula da Silva, presidente eleito, nem reconheceu sua vitória nominalmente.
Resumo em 30 segundos
Ricardo Nunes desejou que o novo governo acerte e recupere a economia, mas não mencionou Lula na nota divulgada após a eleição. O prefeito apoiou Flávio Bolsonaro durante a campanha e acompanhou a apuração ao lado do senador. A Prefeitura também é alvo de apuração por suspeita de assédio eleitoral.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), desejou nesta segunda-feira (26) que o governo eleito “acerte e recupere a economia”, após o fim da eleição presidencial. Nunes apoiou Flávio Bolsonaro (PL), acompanhou a apuração ao lado do senador em Brasília e publicou uma nota sem mencionar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Terminado o processo eleitoral, o desejo é que o novo governo acerte e recupere a economia para dar à população condições de melhorar sua qualidade de vida, bem como conduza a Nação visando à harmonia”, afirmou o prefeito no comunicado.
A manifestação de Nunes contrastou com a posição de Flávio após a apuração. O senador disse que não era possível reconhecer a derrota e que pediria a anulação do resultado. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Nunes, também acompanhou a apuração ao lado de Flávio.
Nunes atuou na campanha do senador desde o início. Ele organizou um café da manhã com prefeitos e vereadores de São Paulo para aproximar Flávio de eleitores da periferia da capital e de municípios da região metropolitana. No segundo turno, também articulou a aproximação do MDB à campanha, depois de o partido manter neutralidade na primeira etapa, e reuniu dirigentes de 17 estados em um encontro com o candidato.
O prefeito ainda mobilizou apoiadores para um ato de recepção a Flávio na avenida Paulista, marcado para o domingo (18). A iniciativa ocorreu após uma manifestação em apoio a Lula na mesma avenida, no dia 11. Servidores municipais afirmaram que foram convocados para participar do evento e relataram rumores de demissão para quem não comparecesse.
Na sexta-feira (23), a Justiça do Trabalho determinou que a Prefeitura não pressionasse nem induzisse servidores a participar de atos de campanha. A decisão também estabeleceu que o município deveria assegurar o livre exercício do voto e da orientação política dos funcionários.
Além da determinação judicial, o Ministério Público do Trabalho apura suspeitas de assédio eleitoral relacionadas à atuação da Prefeitura. O Partido dos Trabalhadores também acusou a administração municipal de restringir a oferta de transporte público no domingo (25).