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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Trump anuncia flexibilização de regras sobre emissão de metano

A medida deve ser apresentada em um evento no Texas com Ken Paxton; a EPA estima que eliminar as normas geraria economia de US$ 45 bilhões.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Instalação de processamento de gás natural com tubulações e equipamentos de monitoramento no Texas. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Instalação de processamento de gás natural com tubulações e equipamentos de monitoramento no Texas.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump deve anunciar nesta terça-feira mudanças que reduziriam as exigências para empresas de petróleo e gás controlarem emissões de metano. A EPA estima que eliminar as regras geraria economia de US$ 45 bilhões, mas não explicou o cálculo. O metano retém mais calor que o dióxido de carbono e contribui para o aquecimento global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar nesta terça-feira (27) a flexibilização de regras que limitam a liberação de metano por empresas de petróleo e gás. A medida será apresentada durante um evento no Texas em apoio ao procurador-geral do estado, Ken Paxton, candidato ao Senado nas eleições de meio de mandato do próximo mês.

As normas em discussão buscam reduzir as emissões de metano em toda a cadeia de produção de petróleo e gás: da extração ao processamento, transporte e distribuição. O gás pode escapar de equipamentos e instalações ou ser queimado durante as operações.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) afirmou neste mês que a eliminação das regras resultaria em uma economia de US$ 45 bilhões (R$ 247,5 bilhões). A agência, porém, não explicou como chegou ao cálculo. O Texas, onde Trump fará o anúncio, é o estado norte-americano que mais produz combustíveis fósseis.

O metano é o principal componente do gás natural e um gás de efeito estufa. Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), os Estados Unidos são o maior emissor mundial de metano associado à produção de petróleo e gás, seguidos pela Rússia.

Embora permaneça na atmosfera por cerca de sete a 12 anos, o metano retém muito mais calor do que o dióxido de carbono. Desde o período pré-industrial, o gás respondeu por aproximadamente um terço do aumento da temperatura global, equivalente a cerca de 0,5 grau Celsius. O dióxido de carbono, por sua vez, pode permanecer na atmosfera por séculos.

A pesquisadora Julia Kane, da organização de monitoramento do setor Fieldnotes, criticou a proposta. “A EPA de Lee Zeldin está dando às empresas de petróleo e gás exatamente o que elas buscam há muito tempo: uma regulamentação do metano sem força real, que lhes permita aparentar que estão sendo bem supervisionadas, enquanto continuam liberando e queimando quantidades perigosas desse gás”, afirmou.

A redução do metano é considerada uma medida relevante para conter o aquecimento global porque o gás tem forte capacidade de reter calor, apesar de durar menos tempo na atmosfera do que o dióxido de carbono. A flexibilização anunciada por Trump pode diminuir as exigências aplicadas às empresas para controlar vazamentos e outras emissões ligadas às operações de combustíveis fósseis.

Fontes: Zero Hora

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