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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Três PMs do novo Escritório do Crime são condenados no RJ

Bruno Estilo recebeu 63 anos de prisão, enquanto Alessander Ribeiro Estrella Rosa e Diogo Briggs Climaco foram condenados a 27 anos cada.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Munições e peças de armas em sacos de evidência sobre uma mesa de tribunal. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Munições e peças de armas em sacos de evidência sobre uma mesa de tribunal.
Resumo em 30 segundos

Três policiais militares foram condenados no Rio por envolvimento com o chamado novo Escritório do Crime, apontado pelo Ministério Público como especializado em homicídios por encomenda e comércio ilegal de armas. Bruno Estilo recebeu pena de 63 anos; Alessander e Diogo foram condenados a 27 anos cada por crimes ligados a armamentos.

Três policiais militares foram condenados no Rio de Janeiro por envolvimento em crimes ligados ao chamado “novo Escritório do Crime”, grupo apontado pelo Ministério Público como especializado em homicídios por encomenda e comércio ilegal de armas. As penas, anunciadas na última quarta-feira, chegam a 63 anos de prisão; os condenados são o sargento Bruno Marques da Silva, conhecido como “Bruno Estilo”, o capitão Alessander Ribeiro Estrella Rosa e o cabo Diogo Briggs Climaco das Chagas.

Bruno recebeu pena de 63 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Alessander e Diogo foram condenados a 27 anos cada, por crimes relacionados ao comércio clandestino de armamentos. A sentença manteve a prisão preventiva de Bruno e Alessander e determinou que Bruno e Diogo sejam excluídos da Polícia Militar quando a decisão se tornar definitiva, sem possibilidade de recurso.

A eventual perda do posto e da patente de Alessander também será analisada depois do trânsito em julgado, mas pelo Tribunal de Justiça do Rio. A condenação não encerra necessariamente a possibilidade de recursos: o trânsito em julgado ocorre quando não há mais recursos cabíveis contra a decisão.

Segundo a denúncia, o grupo tinha divisão de tarefas e mantinha vínculos com integrantes de milícias. Thiago Soares Andrade Silva, chamado de “Ganso”, “Batata” e “Soares”, seria responsável por encomendar assassinatos. Outros integrantes planejavam os ataques, vigiavam as vítimas e executavam os crimes, conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Entre os homicídios atribuídos à organização estão as mortes de Fábio Romualdo Mendes, em Vargem Pequena, e Neri Peres Júnior, em Realengo, na Zona Oeste da capital. Os dois foram mortos em setembro e outubro de 2021, respectivamente, após períodos de monitoramento e tentativas anteriores de emboscada, segundo a acusação.

Neri foi baleado com fuzil e pistola em 4 de outubro de 2021, por volta das 12h50, em uma área movimentada de Realengo. A denúncia afirma que houve ao menos quatro tentativas frustradas de matá-lo e aponta Bruno, Rodrigo Oliveira Andrade de Souza e Anderson Oliveira Reis Viana, conhecido como “Papa” ou “2P”, como participantes do assassinato.

Cinco dias antes, em 29 de setembro, Fábio dirigia pela Estrada dos Bandeirantes, em Vargem Pequena, quando foi atingido por vários disparos, por volta das 9h. De acordo com a denúncia, Thiago teria encomendado a morte, cujo planejamento começou cerca de um mês antes. Uma das emboscadas teria sido preparada em uma barbearia, mas Fábio não compareceu ao local.

A investigação se baseou em mensagens, áudios, imagens e outros dados digitais vinculados aos investigados. O material apontaria negociações de fuzis, carregadores e munições de grosso calibre, inclusive armas que teriam sido desviadas de apreensões da Polícia Militar.

A acusação atribui a Bruno participação no planejamento e na execução de homicídios, além da venda de armamentos. Alessander teria fornecido armas e munições de forma recorrente e recebido pagamentos periódicos de R$ 500. Já Diogo é acusado de negociar material bélico entre outubro e novembro de 2021. André Costa Bastos, o “Boto”, também teria auxiliado os executores e coordenado, mesmo preso, a logística de armazenamento e distribuição de armas e munições.

Fontes: O Globo

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