Policial do Bope morre após ser confundido com criminoso no Rio
Gláucio Marcelo Fonseca da Silva foi atingido por disparos de policiais do 18º Batalhão durante uma operação em Jacarepaguá; outros cinco agentes ficaram feridos.
Resumo em 30 segundos
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu durante uma operação em Jacarepaguá, no Rio. Policiais do 18º Batalhão teriam confundido a equipe do Bope com criminosos e atirado contra os agentes. Seis policiais ficaram feridos. A Delegacia de Homicídios e a corregedoria investigam o caso.
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), morreu neste domingo (11) durante uma operação em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Policiais do 18º Batalhão da Polícia Militar (PM) confundiram a equipe do Bope com criminosos e dispararam contra os agentes, segundo a corporação.
A equipe de Silva abordava um veículo quando policiais do 18º Batalhão viram movimentação no local. Em nota, a PM atribuiu os disparos a uma confusão provocada pela baixa luminosidade. O episódio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Interna da corporação.
Seis policiais ficaram feridos: cinco eram do Bope e um, do 18º Batalhão. Eles foram levados a um hospital. Silva morreu após ser atingido; o estado de saúde dos demais feridos não foi informado. Entre os feridos está o sargento Leonardo Malaquias, para quem foi organizada uma campanha de doação de sangue na internet.
O governo do Estado informou que prestará assistência às vítimas e aos familiares. A investigação ficará a cargo das autoridades policiais e da corregedoria, que apuram as circunstâncias do confronto e a atuação dos agentes envolvidos.
Silva tinha 26 anos de experiência na Polícia Militar do Rio. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, morto durante uma operação no Complexo da Penha em outubro do ano passado. Em publicação nas redes sociais, a filha de Gláucio, Laryssa Viana, lamentou a morte do pai e o descreveu como amigo, conselheiro e exemplo.
Jéssica Alves, viúva de Heber, também escreveu sobre a morte de Gláucio. Ela afirmou que perdeu o marido em outubro de 2025 e que recebeu a notícia da morte do cunhado no aniversário da filha. “A nossa família não suporta mais tanta dor”, escreveu.
O velório está marcado para esta segunda-feira (12), às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade. O sepultamento deve ocorrer às 16h.