STJD absolve Alan Patrick e Inter, mas suspende Alessandro Barcellos
O julgamento foi motivado pelas reclamações após o empate com o Fluminense; Alan Patrick e o clube foram absolvidos por unanimidade.
Resumo em 30 segundos
O STJD absolveu Alan Patrick e o Internacional em julgamento sobre reclamações contra a arbitragem após o empate com o Fluminense. O presidente colorado, Alessandro Barcellos, foi suspenso por 30 dias e multado em R$ 8 mil. O clube também foi absolvido de uma acusação relacionada a tumulto.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o meia Alan Patrick e o Internacional nesta quinta-feira (5), em julgamento sobre incidentes com a arbitragem após a partida contra o Fluminense, no Maracanã, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O presidente do clube, Alessandro Barcellos, foi suspenso por 30 dias e recebeu multa de R$ 8 mil.
Alan Patrick e Barcellos foram denunciados com base no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê punição por ofensa à honra. A pena prevista nesse enquadramento varia de uma a seis partidas de suspensão e multa entre R$ 100 e R$ 100 mil. Os auditores absolveram o jogador por unanimidade.
O clube foi julgado por outra acusação, prevista no artigo 257, que trata de participação em rixa, conflito ou tumulto. O Inter também foi absolvido por unanimidade. Nesse caso, a punição poderia chegar a R$ 20 mil de multa.
As denúncias tiveram origem nas reclamações coloradas após o empate com o Fluminense. O Inter contestou a decisão do árbitro Lucas Casagrande de não expulsar o lateral Renê. Na saída de campo, Alan Patrick criticou a arbitragem em entrevista à televisão e afirmou que faltou personalidade ao árbitro para aplicar o segundo cartão amarelo.
O jogador também disse que um atleta do Inter ficaria cara a cara com o goleiro e que a falta justificava a advertência. Alan Patrick não foi citado na súmula da partida, ao contrário de Barcellos.
No documento, a arbitragem relatou ter identificado o presidente do clube entre os envolvidos nas reclamações. A súmula atribuiu a Barcellos xingamentos dirigidos aos árbitros e registrou que ele teria cobrado a expulsão de Renê em voz alta e de forma agressiva.
O Inter também foi denunciado porque pessoas com uniforme do clube precisaram ser contidas por seguranças. A regra usada no caso prevê multa para equipes cujos integrantes participem de tumulto quando não é possível identificar todos os envolvidos. Com a absolvição, o clube não recebeu essa punição.