Sergio Moro propõe reduzir secretarias e digitalizar serviços no Paraná
As propostas de Sergio Moro para os próximos quatro anos incluem reorganizar carreiras do funcionalismo, apoiar municípios e planejar investimentos em infraestrutura.
Resumo em 30 segundos
O plano de governo de Sergio Moro prevê reduzir secretarias e cargos comissionados, reorganizar carreiras e ampliar os serviços digitais no Paraná. Também propõe apoiar prefeituras, concluir obras e planejar investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. As medidas são compromissos de campanha e não têm força de lei.
Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná no primeiro turno, propõe reduzir o número de secretarias e cargos comissionados, reorganizar carreiras do funcionalismo e ampliar os serviços digitais. As medidas estão no plano de governo para os próximos quatro anos e incluem também maior apoio às administrações municipais.
A proposta de gestão municipalista prevê governança regionalizada, formação de gestores e lideranças e assistência às cidades na execução de obras e projetos. Moro recebeu a maioria dos votos em 287 dos 399 municípios paranaenses.
Na infraestrutura, o plano prevê concluir obras rodoviárias projetadas ou já iniciadas e executar intervenções previstas nos contratos de concessão de pedágio. Também propõe criar o Plano Paraná Logístico 2040, que deve orientar investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.
Entre as iniciativas listadas estão ampliar a capacidade ferroviária e portuária, expandir aeroportos regionais e apoiar municípios em obras de pavimentação, acessibilidade e modernização urbana. O plano também prevê metas para a administração estadual e mudanças na gestão da Celepar, empresa de tecnologia da informação do governo do Paraná.
Na área tributária, Moro propõe reduzir gradualmente os tributos sobre o consumo, condicionando a medida às condições econômicas e orçamentárias. Para ampliar a transparência, o programa prevê um código de ética para a alta administração e a divulgação de dados sobre receitas, despesas, contratos e obras, além da criação de um painel público de indicadores governamentais.
O programa está organizado em cinco pilares temáticos, dentro de um modelo de governança regionalizada. As propostas aparecem como projetos acompanhados de explicações e detalhamentos das ações previstas. O documento sinaliza ainda a intenção de manter e ampliar iniciativas que já existem no estado.
O plano de governo é apresentado à Justiça Eleitoral pelos candidatos ao Executivo e reúne compromissos e diretrizes de campanha. Ele não tem força de lei, mas pode servir como referência para que eleitores acompanhem a execução das propostas durante o mandato.
A redução de secretarias e cargos comissionados, a reorganização de carreiras e a digitalização dos serviços são medidas de gestão que dependerão de decisões administrativas e, conforme o caso, de mudanças legais e orçamentárias. Já a execução de obras e projetos municipais pode envolver cooperação entre o governo estadual e as prefeituras.