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Sábado, 10 de outubro de 2026

Filipe Barros é eleito senador pelo Paraná aos 35 anos

Com 3,1 milhões de votos, ele tomará posse em fevereiro de 2027 e deve se tornar o senador mais jovem desde o início do século 20.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Filipe Barros em retrato em um corredor institucional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Filipe Barros em retrato em um corredor institucional.
Resumo em 30 segundos

Filipe Barros (PL-PR) foi eleito senador pelo Paraná com 3,1 milhões de votos e assumirá o mandato em fevereiro de 2027, aos 35 anos e dez meses. A Constituição exige idade mínima de 35 anos para o cargo. Barros defendeu o voto impresso e pretende debater o Judiciário e o impeachment de ministros do STF.

Filipe Barros (PL-PR), de 35 anos, foi eleito senador pelo Paraná no domingo (4) e deve se tornar o mais jovem integrante da Casa desde o início do século 20, período a partir do qual há registros detalhados. Ele recebeu 3,1 milhões de votos e tomará posse em fevereiro de 2027, aos 35 anos e dez meses.

A Constituição estabelece 35 anos como idade mínima para ocupar uma cadeira no Senado. Barros superará o senador Irajá Abreu (PSD-TO), que assumiu o mandato aos 35 anos e 11 meses, em 2019. Também será mais jovem do que Nilo Peçanha, que chegou ao Senado aos 36 anos e depois foi presidente da República.

O paranaense ganhou projeção política durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na época, liderou em Londrina o movimento “Quarta Reaça” e participou de debates contrários ao impeachment na Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde se formou em direito. Antes, integrou o Movimento Brasil Livre (MBL).

Barros foi eleito vereador de Londrina em 2016 e deputado federal em 2018, durante a primeira onda de crescimento eleitoral do bolsonarismo. Em 2022, foi relator de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que previa a impressão do voto, derrotada na Câmara dos Deputados. Ele defendeu a discussão sobre o voto impresso e, após a eleição, disse que pretende debater o Judiciário e apoia o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Naquele mesmo ano, a Polícia Federal apontou Barros como responsável por repassar ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) um inquérito sobre uma investigação de ataque ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O deputado não foi indiciado. Ele também participou de uma reunião convocada por Bolsonaro na qual o ex-presidente orientou auxiliares a repetir alegações sem provas sobre fraude nas urnas eletrônicas.

Após a eleição, Barros afirmou a jornalistas que a relação entre os senadores, o governador e o presidente da República havia sido marcada por falta de entendimento no Paraná. “Nesse momento teremos 3 senadores alinhados com Sergio Moro. É uma força que o Paraná nunca teve. E se Deus quiser, Flávio Bolsonaro será presidente da República”, declarou.

O resultado também fortaleceu a direita no estado. Deltan Dallagnol (Novo), companheiro de coligação de Barros, foi eleito para a outra vaga do Paraná no Senado, mas sua candidatura ainda será julgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sergio Moro (PL) foi eleito governador no primeiro turno, com 50,10% dos votos válidos. Com a ida de Moro ao Executivo, a cadeira que ele deixa no Senado será ocupada pelo advogado Luis Felipe Cunha (PL).

Barros manteve proximidade com os filhos de Bolsonaro e, em 2025, assumiu a presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara depois que Eduardo Bolsonaro anunciou que permaneceria nos Estados Unidos. Na primeira sessão sob sua direção, foi aprovada uma moção de louvor ao então deputado Eduardo.

Em 2024, Barros apresentou um projeto para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo privado que protege depósitos e investimentos elegíveis em caso de quebra de instituições financeiras. O texto poderia beneficiar o modelo de fundos do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Barros afirmou que a proposta buscava proteger pequenos e médios investidores em uma eventual crise bancária e retirou o projeto após questionamentos.

Para entender

Fundo Garantidor de Créditos
O FGC é uma entidade privada mantida por instituições financeiras. Ele garante, dentro de limites e regras próprios, determinados depósitos e investimentos elegíveis quando uma instituição associada enfrenta intervenção, liquidação ou falência.

Fontes: Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo

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