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Domingo, 4 de outubro de 2026

Sanderson e Van Hattem vencem disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul

Com 97,4% das urnas apuradas, os candidatos do PL e do Novo tiveram votações quase iguais e garantiram as duas vagas do estado para o Senado em 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Dois políticos eleitos para o Senado aparecem juntos em um evento público, diante de uma plateia desfocada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Dois políticos eleitos para o Senado aparecem juntos em um evento público, diante de uma plateia desfocada.
Resumo em 30 segundos

Ubiratan Sanderson, do PL, e Marcel van Hattem, do Novo, foram eleitos para as duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado. Com 97,4% da apuração, Sanderson tinha 30,09% dos votos e Van Hattem, 30,05%. Os dois fizeram campanha conjunta e defenderam pautas conservadoras e críticas ao STF.

Marcel van Hattem, do Novo, e Ubiratan Sanderson, do PL, foram eleitos para as duas vagas do Rio Grande do Sul no Senado neste domingo (4). Com 97,4% das urnas apuradas, Sanderson tinha 30,09% dos votos, e Van Hattem, 30,05%, em uma disputa marcada pela campanha conjunta dos dois candidatos.

Os percentuais correspondiam a 3.369.609 votos para Sanderson e 3.365.714 para Van Hattem. A apuração ainda não havia sido concluída quando os resultados foram divulgados. A posse dos senadores eleitos está marcada para 6 de janeiro de 2027.

Durante a campanha, os dois apareceram nas propagandas um do outro, pediram votos para o parceiro e divulgaram um jingle conjunto. Embora sejam de partidos diferentes, defenderam pautas conservadoras e fizeram críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), o tribunal responsável por interpretar a Constituição e julgar, entre outros casos, ações que envolvem autoridades e direitos constitucionais.

Van Hattem afirmou que a eleição dos dois representa uma resposta dos eleitores e defendeu que o Senado exerça controle sobre o STF. “Não podemos aceitar mais que o Supremo Tribunal Federal tenha ministros que cometam crimes, sejam corruptos, porque é isso que eles são. E que não tenha nenhum controle do Senado. Essa é a resposta da população e o Rio Grande do Sul vai ter dois senadores, dois, que vão colocar o Supremo Tribunal Federal no seu lugar”, declarou.

Sanderson disse que pretende representar todos os gaúchos no Senado, não apenas quem votou nele. “Uma honra para mim estar representando, se Deus quiser, a partir de fevereiro do ano que vem, representar o povo gaúcho no Senado Federal. E lá, defender toda a população do Rio Grande do Sul. Não apenas aqueles que me elegeram, obviamente, já que o senador representa o Estado do Rio Grande do Sul”, afirmou.

Os dois se apoiaram também na campanha de Luciano Zucco, eleito governador neste domingo. Com a chegada de Van Hattem e Sanderson, a direita gaúcha amplia sua presença no Senado. O outro representante do Estado na Casa é Hamilton Mourão, ex-vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro.

Entre os principais concorrentes derrotados, Manuela d’Ávila, do PSOL, tinha 17,10% dos votos, e Paulo Pimenta, do PT, 16,34%, com 97,4% da apuração. O resultado deixa o PT sem representante gaúcho no Senado pela primeira vez desde 2002, quando Paulo Paim foi eleito pela primeira vez. Paim também venceu as eleições de 2010 e 2018.

O ex-governador Germano Rigotto, do MDB, somava 3,65% dos votos no mesmo estágio da apuração. Ele havia feito campanha com críticas ao STF e pautas associadas à direita, mas terminou distante dos dois eleitos.

Para entender

Senado Federal
O Senado é uma das duas casas do Congresso Nacional e representa os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da federação elege três senadores, que exercem mandatos de oito anos e participam da elaboração de leis e da fiscalização do governo federal.

Fontes: Zero Hora

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