Samsung reduz previsão de celulares Galaxy A com tela OLED em 2027
A projeção caiu de 120 milhões para 100 milhões de aparelhos, em meio à alta no custo de componentes; alguns modelos podem trocar OLED por LCD.
Resumo em 30 segundos
A Samsung prevê produzir 100 milhões de celulares com telas OLED em 2027, 20 milhões a menos que na estimativa anterior. A revisão pode afetar principalmente modelos intermediários Galaxy A e incluir a troca de OLED por LCD em aparelhos como o futuro Galaxy A38. O aumento no custo de componentes pesa na decisão.
A Samsung reduziu de 120 milhões para 100 milhões a previsão de produção de celulares Galaxy com telas OLED em 2027, em meio ao aumento dos custos de componentes. A revisão deve atingir principalmente os modelos intermediários da linha Galaxy A e pode incluir a troca de painéis OLED por LCD em alguns aparelhos, como o futuro Galaxy A38.
A estimativa anterior previa 120 milhões de unidades com OLED no próximo ano. Agora, o volume projetado é 20 milhões menor e fica abaixo dos 110 milhões de celulares que a empresa prevê produzir em 2026. A mudança também pode dificultar o cumprimento da meta global de enviar 250 milhões de smartphones em 2027.
Os cortes devem se concentrar nos Galaxy A1X a A5X, segundo informações atribuídas ao site ZDNet. A linha A1X representa mais da metade do volume considerado. Já os aparelhos Galaxy A0X não seriam afetados pela possível substituição: eles já usam telas LCD, e não OLED.
A escolha dos componentes depende do custo total de fabricação, e não apenas do preço das telas. O encarecimento das memórias no mercado de semicondutores teria elevado em cerca de US$ 75 o custo de produção dos Galaxy A em relação aos modelos anteriores. A troca de OLED por LCD pode ajudar a conter despesas e limitar aumentos nos preços dos aparelhos.
OLED é uma tecnologia de tela em que cada pixel emite sua própria luz. Já os painéis LCD dependem de uma iluminação traseira. A mudança pode reduzir custos, mas tende a ser percebida pelos consumidores, que têm demonstrado preferência por telas OLED, segundo as informações divulgadas sobre o planejamento da empresa.
A Samsung também enfrenta menor procura por celulares intermediários. No Brasil, a companhia reajustou os preços de seus aparelhos duas vezes nos últimos meses; o aumento mais recente atingiu a linha Galaxy A, com altas de até 109%, sobretudo nas versões com mais memória e armazenamento.
As divisões de Mobile e Redes registraram prejuízo no segundo trimestre de 2026, e a previsão é de que o desempenho continue pressionado em 2027. A redução na produção de aparelhos com OLED, caso se confirme, pode afetar o planejamento da fabricante e sua capacidade de alcançar a meta de envios para o próximo ano.