Primo de Abdul Fares questiona origem do anel de Marina Ruy Barbosa
A joia, avaliada em R$ 6 milhões, está no centro de uma disputa familiar; a mãe de Fares afirma que Marina já se ofereceu para devolvê-la.
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Um primo de Abdul Fares questiona a origem do anel de noivado de R$ 6 milhões dado a Marina Ruy Barbosa e afirma ter levado suspeitas às autoridades. A mãe do empresário diz que a atriz se ofereceu para devolver a joia, mas que a família não aceitaria. As alegações ainda dependem de apuração.
Um primo do empresário Abdul Fares questiona a origem do anel de noivado de R$ 6 milhões dado à atriz Marina Ruy Barbosa e afirma ter levado suspeitas de irregularidades patrimoniais às autoridades. A joia está no centro de uma disputa familiar, mas as alegações ainda dependem de apuração e não comprovam que Marina ou Fares tenham cometido crimes.
O familiar acusa o empresário e a atriz de envolvimento em supostas irregularidades e pede que os fatos sejam investigados. A controvérsia envolve a origem do anel e a possibilidade de que o bem tenha sido transferido sem autorização ou retirado indevidamente de um patrimônio. A análise exige documentos e informações sobre a compra e a entrega da peça.
A mãe de Abdul, Hasna Fares, afirmou que Marina já se ofereceu diversas vezes para devolver a joia, mas que a família não aceitaria a devolução. Em uma mensagem publicada no Instagram, Hasna disse que o anel foi dado pelo filho “por amor” e com dinheiro que ele teria conquistado trabalhando. Ela também manifestou apoio à atriz e disse que a considera como uma filha.
A declaração da mãe do empresário apresenta a versão dela sobre a origem do presente, mas não resolve a disputa patrimonial. A validade da transferência e a propriedade do anel dependem das circunstâncias da aquisição e de eventuais provas analisadas pelas autoridades. Até que isso seja esclarecido, não é possível afirmar que a joia tenha origem ilícita.
Receber um presente de alto valor, por si só, não torna a pessoa responsável por eventual crime ligado à origem do bem. A responsabilização criminal é individual e depende de prova de que a pessoa participou de uma conduta prevista em lei. O vínculo afetivo com quem entregou a joia ou a posse do objeto, isoladamente, não demonstra envolvimento em estelionato ou outro delito.
A discussão sobre eventual crime é diferente da disputa sobre quem é dono do anel. Mesmo que não se comprove participação criminal de quem recebeu um presente, a transferência pode ser contestada na Justiça se houver indícios de que o objeto pertencia a outra pessoa ou foi repassado sem autorização. Em determinadas circunstâncias, uma decisão cível pode determinar a devolução do bem sem reconhecer responsabilidade criminal de quem o recebeu.
As acusações também mencionam possíveis crimes patrimoniais contra idosos. A legislação brasileira prevê proteção a pessoas com 60 anos ou mais contra práticas como apropriação de bens ou rendimentos, desvio de recursos e obtenção de vantagens por fraude ou abuso. Um conflito entre parentes, no entanto, não comprova exploração financeira: a apuração precisa considerar documentos, movimentações patrimoniais e a vontade da pessoa envolvida, que pode administrar os próprios bens e fazer doações dentro dos requisitos legais.
O pedido de prisão mencionado na denúncia não resulta automaticamente em detenção. A medida precisa ser avaliada pelas autoridades e depende do preenchimento dos requisitos previstos em lei. O registro de uma denúncia, por si só, não comprova a acusação nem justifica uma prisão.
Marina e Abdul ficaram noivos em outubro de 2023, e o casamento estava previsto para março do ano seguinte, na França. A mãe do empresário se referiu à atriz como nora em sua mensagem. A disputa sobre a joia, porém, deve ser examinada separadamente da relação entre os dois e depende da apuração sobre a origem do patrimônio e as condições em que o anel foi adquirido e entregue.