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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Polícias mobilizam 35 mil agentes contra distúrbios eleitorais

A operação reúne PRF, PF, inteligência e polícias militares; também prevê proteção federal aos candidatos e monitoramento de redes sociais e aplicativos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais e agentes acompanham informações em um centro de coordenação de segurança eleitoral. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais e agentes acompanham informações em um centro de coordenação de segurança eleitoral.
Resumo em 30 segundos

A mobilização busca prevenir distúrbios antes e depois do segundo turno das eleições presidenciais. PRF e PF restringiram férias e folgas, enquanto órgãos de inteligência e polícias militares compartilham informações. A operação também inclui proteção aos candidatos, com equipes especializadas, veículos blindados e equipamentos de segurança.

Cerca de 35 mil policiais federais e estaduais foram mobilizados para prevenir distúrbios antes e depois do segundo turno das eleições presidenciais. A operação envolve monitoramento de possíveis ameaças, reforço no policiamento e coordenação nacional de ocorrências ligadas ao pleito. As autoridades buscam evitar episódios como os bloqueios de rodovias e os acampamentos diante de quartéis registrados após a eleição de 2022.

A mobilização inclui 8 mil agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os 13 mil integrantes da Polícia Federal (PF). Férias foram restringidas e folgas, suspensas durante o período: os policiais devem trabalhar ou permanecer de prontidão. A atuação pode ser direcionada a manifestações de diferentes campos políticos.

O Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), rede de órgãos públicos voltada à coleta e ao compartilhamento de informações, também foi acionado. Coordenado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o sistema reúne informes que podem ser encaminhados às forças policiais. A Abin tem cerca de mil agentes em todo o país, mas seus servidores não têm poder de polícia.

A PF acompanha redes sociais e aplicativos de mensagens em busca de planos para tumultuar o cenário eleitoral. Até o momento, as autoridades não identificaram convocações semelhantes às que circularam em 2022. Naquele período, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) bloquearam rodovias e se reuniram diante de instalações militares, pedindo uma intervenção para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Polícias Militares também colaboram com a PRF e a PF na coleta de informações. Os registros são reunidos no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), instalado na sede da PRF, em Brasília, e coordenado pelo Ministério da Justiça. O centro centraliza ocorrências criminais relacionadas às eleições. No primeiro turno, houve 190 prisões em flagrante e foram registrados 203 termos circunstanciados, usados em casos de infrações de menor potencial ofensivo.

A segurança dos candidatos à Presidência também recebeu atenção especial. Lula e Flávio Bolsonaro (PL) dispõem de proteção da PF, organizada em escalas com mais de 100 policiais. O efetivo faz parte de um grupo de 600 agentes capacitados para esse tipo de serviço. A estrutura inclui veículos blindados, drones, equipamentos para combater drones, fuzis de precisão e kits de vistoria antibomba.

A adesão à proteção cabe a cada campanha. Se um candidato optar por não usar o serviço, a decisão será respeitada, e a equipe poderá solicitar a segurança posteriormente. O esquema considera o histórico de violência política, incluindo a facada sofrida por Bolsonaro durante um comício, em 2018.

As autoridades também esperam que as prisões realizadas após a depredação de prédios públicos em 8 de janeiro de 2023 e as condenações por tentativa de golpe desestimulem novos atos. Naquele dia, manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Fontes: Zero Hora

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