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Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

PL reúne parlamentares após relatos de saída de Flávio do Brasil

Aliados dizem que o senador poderia pedir asilo nos Estados Unidos, mas sua localização não estava confirmada; a PF apurava a possível saída do país.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Parlamentares chegam a uma sede partidária em Brasília enquanto jornalistas aguardam do lado de fora. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Parlamentares chegam a uma sede partidária em Brasília enquanto jornalistas aguardam do lado de fora.
Resumo em 30 segundos

Valdemar Costa Neto convocou parlamentares do PL para uma reunião em Brasília após relatos de que Flávio Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos. Advogados disseram que não conseguiram falar com o senador, que não entregou os passaportes no prazo determinado por Alexandre de Moraes. A PF apurava a possível saída do país.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou parlamentares do partido para uma reunião nesta terça-feira, em Brasília, diante de relatos de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos. Aliados dizem que ele pode pedir asilo político ao governo de Donald Trump, mas o paradeiro do senador não estava confirmado pelas informações divulgadas até o encontro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, também foi à sede da legenda. A reunião ocorre enquanto o partido tenta reorganizar a oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a derrota de Flávio nas eleições de domingo.

Cinco aliados relataram ter recebido a informação de que o senador embarcou para os Estados Unidos e poderia chegar a Miami por volta das 16h30 desta terça-feira. Segundo eles, a hipótese de sair do país foi discutida no domingo, inicialmente rejeitada por Flávio e retomada após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão de seus passaportes.

A possibilidade de viagem dividiu o entorno do senador. Parte dos aliados considera que a saída comprometeria sua capacidade de liderar a oposição; outros a defendem diante do temor de novas medidas judiciais. A decisão de Moraes também provocou incerteza dentro do PL sobre os efeitos políticos e jurídicos de uma eventual permanência de Flávio no exterior.

Advogados do senador disseram nesta terça-feira que não conseguiam falar com ele. A defesa tinha previsto um encontro para recolher os passaportes e entregá-los à Polícia Federal (PF), mas a reunião não aconteceu. O prazo fixado pelo ministro terminou às 11h sem que os documentos fossem apresentados.

A ordem judicial foi tomada em uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Moraes determinou que o senador entregasse os passaportes e proibiu que mantivesse contato com Tomaz. Os dois negam irregularidades.

Relatos sobre uma possível passagem pela Argentina também circularam nesta terça-feira, mas o Controle de Imigração do país afirmou não ter registro de entrada do senador. Um porta-voz do presidente argentino Javier Milei negou que Flávio tenha entrado no país. A PF informou que apurava a notícia sobre a saída do Brasil.

Em declaração publicada nas redes sociais, Flávio afirmou que foi intimado a entregar os passaportes e impedido de deixar o país. Ele questionou a decisão de Moraes e disse que ela teria relação com declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que defendeu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição. A defesa dos passaportes e a investigação seguem sob análise do STF.

Fontes: O Globo, Zero Hora

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