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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro deixa o Brasil e amplia disputa pela oposição

O senador foi para os Estados Unidos nesta terça-feira, após decisão de Alexandre de Moraes sobre seus passaportes, enquanto aliados defendem sua saída.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Passageiro caminha por um saguão de aeroporto ao amanhecer, com uma pequena bandeira dos Estados Unidos ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Passageiro caminha por um saguão de aeroporto ao amanhecer, com uma pequena bandeira dos Estados Unidos ao fundo.
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Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos em meio à disputa pela liderança da oposição e a investigações no STF. Aliados do senador defenderam a saída e ministros do governo a criticaram. A Polícia Federal apura suspeitas envolvendo Flávio, o advogado Willer Tomaz e um pedido de R$ 134 milhões.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na madrugada desta terça-feira (27), segundo aliados, em meio à disputa pelo comando da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a investigações no Supremo Tribunal Federal (STF). A saída ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes determinar que o senador entregasse os passaportes, conforme relato do próprio Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.

A decisão de Flávio de deixar o país foi defendida por aliados do PL, que alegam perseguição política. O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), considerou “compreensível” a saída e questionou a apreensão dos passaportes. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder da bancada do PL na Câmara, disse que Flávio manterá a liderança da oposição de onde estiver: “Hoje, com as redes sociais, estar aqui ou em outro lugar do mundo é a mesma coisa”.

Em vídeo, Flávio afirmou que entregaria os passaportes e se defenderia da decisão, que classificou como “uma clara tentativa de me intimidar”. O senador é alvo de dois inquéritos no STF e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo apostas online, conhecidas como bets, ao lado do advogado Willer Tomaz. Diligências da Polícia Federal indicam que os dois mantêm uma sociedade.

A Polícia Federal também apura o destino de R$ 134 milhões que Flávio pediu a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O senador afirmou que o valor seria usado para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe.

A saída de Flávio ocorre em meio à disputa pelo espólio político do pai e à indefinição sobre quem liderará a oposição. O senador anunciou, um dia após a derrota para Lula, que pretendia “organizar” a oposição. Aliados dele avaliam que Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, ambos do PL e eleitos senadores, não têm esse perfil; os dois não se falam.

No governo, há preocupação com a possibilidade de Flávio incentivar mobilizações semelhantes às de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram prédios na Praça dos Três Poderes. Lula disse não acreditar que isso vá ocorrer. Na ocasião, o ex-presidente estava nos Estados Unidos.

Ministros do governo criticaram a saída do senador e a classificaram como fuga. Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que Flávio abandonou eleitores que votaram nele. José Guimarães, das Relações Institucionais, mencionou as suspeitas envolvendo o senador e Willer Tomaz. A disputa pela liderança oposicionista ocorre enquanto o PL ainda não definiu quem exercerá esse papel.

Fontes: Estadão, Valor Econômico

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