Piloto da FlyDubai relata tentativa de pedir ajuda após ataque
O comandante Smit Machchhar disse a Narendra Modi que tentou abrir a cabine para pedir ajuda após ser ferido pelo copiloto durante o voo.
Resumo em 30 segundos
O comandante Smit Machchhar contou a Narendra Modi que tentou abrir a cabine depois de ser ferido pelo copiloto de um voo da FlyDubai. O Boeing, que seguia de Dubai a Tel Aviv com 174 passageiros, perdeu altitude e pousou em segurança na Arábia Saudita. Emirados, Arábia Saudita e Israel investigam o caso; não há evidências divulgadas de envolvimento iraniano.
O comandante indiano Smit Machchhar afirmou ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que tentou abrir a porta da cabine para pedir ajuda depois de ser ferido pelo copiloto de um voo da FlyDubai. O Boeing 737 seguia de Dubai para Tel Aviv quando o confronto ocorreu na quarta-feira (30), com 174 passageiros a bordo. O avião pousou em segurança na Arábia Saudita.
Machchhar relatou que percebeu que a aeronave perdia altitude enquanto estava caído no chão, ferido. “Eu estava tentando salvar minha própria vida, mas sabia que não podia deixar todas aquelas pessoas morrerem”, disse durante uma ligação com Modi, divulgada em vídeo pelo primeiro-ministro.
O comandante afirmou que continuava sendo agredido quando fez uma última tentativa de abrir a porta por dentro. Outras pessoas conseguiram entrar na cabine e ajudar a conter o copiloto. Dois pilotos reserva estabilizaram a aeronave, que foi desviada para Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.
O voo perdeu 5,2 mil metros de altitude em menos de dois minutos, segundo as informações divulgadas sobre o incidente. Machchhar foi levado a um hospital e depois transferido de avião para Abu Dhabi. A Embaixada da Índia nos Emirados Árabes Unidos informou que ele estava em bom estado de saúde e se recuperava.
O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos Anwar Gargash classificou o caso como um ato terrorista e elogiou a atuação do comandante. As motivações do copiloto, acusado de atacar Machchhar, ainda não foram esclarecidas. A Arábia Saudita abriu uma investigação, e Riade informou que o suspeito foi transferido para os Emirados na quinta-feira (1º), acompanhado por uma equipe de segurança emiradense.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto passou por um processo de radicalização islâmica e que investigadores apuram se alguém o enviou. Netanyahu não apresentou provas de envolvimento de outro país. Autoridades israelenses devem participar da investigação ao lado das emiradenses; não há detalhes sobre quando ou como o suspeito será interrogado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Washington verificava uma possível participação do Irã e ameaçou uma retaliação caso o país seja considerado responsável. “Ah, eles serão atingidos com muita força, não se preocupem”, afirmou a jornalistas. Até o momento, não foram apresentadas evidências que vinculem Teerã ao episódio.
Durante a conversa com Machchhar, Modi elogiou a rapidez das decisões do piloto e disse que sua atuação ajudou a salvar vidas. O comandante tem 17 anos de experiência na aviação, sendo 11 como comandante. Ele trabalhou na companhia indiana SpiceJet antes de ingressar na FlyDubai, em 2022.
Quem é quem
- FlyDubai
- Companhia aérea sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Opera voos comerciais e realizou o voo entre Dubai e Tel Aviv envolvido no incidente descrito na notícia.
- Narendra Modi
- Político indiano e primeiro-ministro da Índia. Conversou por telefone com o comandante Smit Machchhar enquanto ele se recuperava no hospital e divulgou um vídeo do contato.
- Benjamin Netanyahu
- Político israelense e primeiro-ministro de Israel. Comentou publicamente a investigação sobre o ataque a bordo do voo da FlyDubai e afirmou que autoridades israelenses participariam da apuração.