Copiloto da Flydubai ataca comandante em voo de Dubai a Tel Aviv
Um copiloto atacou o comandante de um voo da Flydubai rumo a Tel Aviv; a aeronave pousou em Tabuk, e o caso é investigado por Emirados e Israel.
Resumo em 30 segundos
Um copiloto atacou o comandante de um voo da Flydubai entre Dubai e Tel Aviv na quarta-feira. O avião foi desviado e pousou em Tabuk, na Arábia Saudita, onde os pilotos receberam atendimento. Emirados Árabes Unidos e Israel investigam o caso; a motivação e o destino do suspeito seguem sem definição pública.
Um copiloto atacou o comandante de um voo da Flydubai que seguia de Dubai para Tel Aviv na quarta-feira, 30, e a aeronave foi desviada para Tabuk, na Arábia Saudita. O avião pousou em segurança, e autoridades dos Emirados Árabes Unidos e de Israel investigam o episódio, cuja motivação ainda não foi esclarecida publicamente.
O voo FZ1073 transportava 174 pessoas, entre elas 166 israelenses, segundo as matérias. Durante o ataque na cabine, a aeronave perdeu milhares de metros de altitude em pouco tempo. Mesmo ferido, o comandante conseguiu abrir a porta, e um passageiro e um integrante da tripulação ajudaram a conter o agressor, que tentava danificar os sistemas de navegação.
Os dois pilotos foram socorridos em Tabuk. O copiloto, cuja identidade não foi divulgada, permaneceu detido na Arábia Saudita, enquanto o comandante recebeu atendimento médico. Autoridades sauditas não confirmaram publicamente a prisão ou o interrogatório mencionados por autoridades israelenses.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos determinou a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias do confronto, as motivações do piloto e se houve planejamento prévio ou atividade terrorista. O governo emiradense afirmou que liderará a apuração. A aeronave é registrada nos Emirados, país que sustenta ter competência para investigar o caso.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o piloto passou por “doutrinação islâmica radical” e disse que ele teria demonstrado intenção de derrubar o avião. A motivação, porém, ainda está sob investigação. Netanyahu também declarou que não houve alerta prévio específico e que é cedo para determinar se o Irã teve algum envolvimento.
Israel e os Emirados participam da apuração, segundo declarações de Netanyahu. O governo israelense afirma que o copiloto é cidadão de Omã. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu que ele seja extraditado para Israel; Netanyahu havia dito que esperava que o suspeito fosse transferido aos Emirados. O local de detenção e os próximos passos não foram confirmados pelas autoridades sauditas.
A investigação também busca esclarecer qual objeto foi usado no ataque. Netanyahu disse que as autoridades ainda avaliam se foi um machado, possivelmente parte do equipamento de segurança do avião, ou um objeto levado pelo piloto. “Ainda não podemos tirar conclusões”, afirmou.
A Flydubai suspendeu os voos entre Dubai e Israel enquanto a investigação prossegue. Outras companhias aéreas mantiveram operações para Tel Aviv na quinta-feira, sem mudanças generalizadas nos procedimentos de segurança.
Após o pouso, uma auxiliar de enfermagem saudita usando niqab atendeu uma passageira israelense. Um vídeo do atendimento circulou nas redes sociais e provocou reações divergentes na Arábia Saudita, que não mantém relações diplomáticas com Israel. Um passageiro relatou que os viajantes foram recebidos cordialmente, e uma fonte saudita disse que o país cumpriu suas “obrigações internacionais”.
Quem é quem
- Flydubai
- Companhia aérea sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Opera voos regionais e internacionais, incluindo a rota entre Dubai e Tel Aviv citada no incidente.
- Benjamin Netanyahu
- Político israelense que ocupa o cargo de primeiro-ministro de Israel. Comentou publicamente o ataque ocorrido no voo da Flydubai e a investigação conduzida por autoridades de países da região.