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Terça-feira, 3 de novembro de 2026

Papa Leão XIV visita Uruguai, Argentina e Peru em viagem de 11 dias

A primeira passagem do pontífice pela América do Sul desde a eleição começa nesta sexta-feira, 6 de novembro, com mais de 40 compromissos previstos.

Por Redação Plantão Paulista 4 min de leitura
Imagem gerada por IA: Papa Leão XIV cumprimenta fiéis em uma igreja durante um evento público. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Papa Leão XIV cumprimenta fiéis em uma igreja durante um evento público.
Resumo em 30 segundos

Leão XIV inicia em 6 de novembro uma viagem apostólica de 11 dias pelo Uruguai, pela Argentina e pelo Peru. A agenda inclui mais de 40 compromissos em 14 cidades e localidades, entre missas, reuniões e visitas a instituições de caridade. No Peru, o papa retornará a Chiclayo, onde foi bispo, e passará por áreas andinas e amazônicas.

O papa Leão XIV embarca nesta sexta-feira, 6 de novembro, para uma viagem apostólica de 11 dias pelo Uruguai, pela Argentina e pelo Peru. Será sua primeira visita à América do Sul desde a eleição e um retorno ao país onde passou quase metade dos 43 anos de sacerdócio, atuou como missionário e foi bispo de Chiclayo.

A agenda prevê mais de 40 compromissos públicos e privados em 14 cidades e localidades. O pontífice participará de reuniões com autoridades, encontros com bispos, religiosos e jovens, missas, vigílias e visitas a instituições de caridade. A viagem ocorre pouco mais de três semanas depois de uma cirurgia para câncer de pulmão; os médicos disseram que ele não precisa de tratamento adicional.

Leão passará cinco dos 11 dias no Peru, incluindo dois em Chiclayo, diocese que liderou entre 2015 e 2023, quando ainda era Robert Prevost. O papa nasceu nos Estados Unidos e se tornou cidadão naturalizado peruano. A etapa peruana inclui locais ligados à sua trajetória religiosa e a comunidades que ele conheceu durante o trabalho pastoral.

Em Chiclayo, ele celebrará a coroação de uma imagem da Virgem Imaculada na catedral, onde atuou como bispo. A agenda também inclui encontros com representantes universitários, seminaristas, sacerdotes e religiosos, além de uma visita ao Santuário de Nossa Senhora da Paz. Em Pimentel, está prevista uma missa e uma visita privada à Capela São Óscar A. Romero; em Santa Cruz de Succhabamba, o pontífice terá outro compromisso.

No dia 14 de novembro, Leão irá a Zaña para participar do encerramento do ano jubilar dedicado a São Turíbio de Mogrovejo, missionário espanhol que foi arcebispo de Lima e promoveu o uso de línguas indígenas na evangelização. O papa estudou quíchua durante sua passagem pelo Peru e tem devoção ao santo. Antes de ser ordenado bispo, em 2014, Prevost passou uma noite em oração diante de uma relíquia de Turíbio, em uma capela da cidade.

A viagem também terá paradas no Uruguai e na Argentina, países onde a Igreja enfrenta desafios distintos. O Uruguai é um dos países mais seculares da América Latina. Segundo dados citados pela Igreja local, mais da metade da população não tem afiliação religiosa, e 28% se identificam como agnósticos ou ateus. O bispo Milton Tróccoli, presidente da Conferência Episcopal Uruguaia, descreveu a evangelização no país como um grande desafio e disse que a Igreja o considera um território de missão.

A passagem uruguaia poderá incluir críticas à recente legalização da eutanásia, assim como Leão fez durante sua visita à França, em setembro, ao falar da legalização da morte assistida. A eutanásia consiste em provocar intencionalmente a morte para aliviar o sofrimento; na morte assistida, o paciente toma medicamentos letais com orientação médica. A doutrina moral católica se opõe às duas práticas.

Na Argentina, a presença do papa será observada também em relação ao legado de Francisco, o primeiro pontífice argentino, que não visitou o país durante seus 12 anos de pontificado. Leão deverá ir a Luján, onde fica uma imagem de Maria que recebe milhões de peregrinos. No Uruguai, visitará o Santuário Nacional de Nossa Senhora dos Trinta e Três; no Peru, o Santuário de Nossa Senhora da Paz.

A programação prevê ainda encontros com equipes que trabalham na aplicação da sinodalidade, processo que busca ampliar a participação de leigos na vida e nas decisões da Igreja. Leão prometeu dar continuidade à iniciativa de Francisco. A agenda inclui também visitas a instituições de caridade, entre elas lares para pessoas com deficiência perto de Buenos Aires e para idosos abandonados em Lima.

O Vaticano informou que o papa realizará encontros com vítimas de abuso durante a viagem. Entre os possíveis participantes estão pessoas ligadas ao caso do Sodalício, organização católica que foi suprimida pelo Vaticano em 2025. Quando era bispo de Chiclayo, Leão acompanhou vítimas de abusos cometidos por integrantes do grupo.

A etapa final no Peru combinará visitas a áreas andinas e amazônicas. Leão voará a Cusco, a mais de 3.300 metros de altitude, onde encontrará representantes da devoção católica popular em um sítio arqueológico inca. Depois, reunirá missionários e representantes de povos indígenas amazônicos e celebrará uma missa na floresta. O padre David Farfán, da Diocese de Chiclayo, afirmou que a presença do pontífice pode chamar atenção para comunidades esquecidas e deixadas para trás.

Fontes: Gazeta do Povo

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