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Domingo, 4 de outubro de 2026

Palácio de Versalhes celebra Maria Antonieta com exposição do filme

Mostra no Petit Trianon reúne figurinos e objetos da produção até 24 de janeiro; documentário de Sofia Coppola estreia nos cinemas dos EUA em 23 de outubro.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Figurino de época exposto em um aposento decorado do Petit Trianon, em Versalhes. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Figurino de época exposto em um aposento decorado do Petit Trianon, em Versalhes.
Resumo em 30 segundos

Vinte anos após o lançamento de “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola, o Palácio de Versalhes apresenta uma exposição no Petit Trianon com figurinos, objetos, desenhos e fotografias do filme. A diretora também concluiu “Making Marie Antoinette”, documentário baseado em imagens de bastidores gravadas por sua mãe, Eleanor Coppola, que estreia nos Estados Unidos em 23 de outubro.

Vinte anos depois da estreia de “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola, o Palácio de Versalhes homenageia o filme com uma exposição no Petit Trianon, residência particular da rainha francesa onde parte da produção foi filmada. A mostra reúne figurinos, objetos, desenhos e fotografias e fica aberta até 24 de janeiro. Coppola também concluiu “Making Marie Antoinette”, documentário feito a partir de imagens dos bastidores gravadas por sua mãe, Eleanor Coppola, que chega aos cinemas dos Estados Unidos em 23 de outubro.

A exposição foi organizada por Hélène Delalex e Laurent Salomé e ocupa os aposentos particulares de Maria Antonieta. Manequins reproduzem cenas do longa, enquanto peças usadas pelos atores e materiais de preparação apresentam o trabalho de criação por trás da produção. Os figurinos de Milena Canonero, vencedora do Oscar pelo filme, estão entre os destaques.

A diretora afirmou que se surpreendeu quando recebeu o convite para a mostra. O retorno ao Petit Trianon, com elementos da produção instalados no espaço ligado à história da rainha, foi uma experiência que ela descreveu como surreal. Coppola também se animou com o interesse dos curadores pelos materiais de pesquisa e preparação, muitos dos quais estavam guardados pela família no Vale de Napa.

A diretora de arte Anne Seibel preservou outros itens, e Canonero localizou peças e acessórios. A equipe da exposição chegou a recriar parte da iluminação usada no filme. O conjunto permite observar como figurinos, cenários e escolhas visuais foram concebidos para uma obra que buscava aproximar o público da vida cotidiana dos personagens, em vez de apresentá-los como figuras distantes em composições inspiradas em pinturas.

Lançado em 2006, “Maria Antonieta” dividiu opiniões ao misturar a história da rainha com música contemporânea, cores intensas e referências modernas, como sapatos Manolo Blahnik. Coppola disse que considerava a abordagem atrevida, mas não imaginava que algumas pessoas se sentiriam ofendidas pelos anacronismos. Para ela, o objetivo era criar um filme de época diferente dos que costumava ver, com a sensação de que o espectador estava vivendo junto com os personagens.

A cineasta contou que a visita aos aposentos reais influenciou sua percepção das cores do filme. Ela se surpreendeu com o tom turquesa vibrante dos tecidos do espaço e disse que, na época, produções históricas costumavam privilegiar paletas terrosas, apagadas e empoeiradas. A exposição reúne objetos e figurinos que ajudam a mostrar como a produção traduziu essa pesquisa em imagens.

O documentário nasceu de quase cem horas de gravações feitas por Eleanor Coppola durante as filmagens. A mãe da diretora registrou os bastidores com a intenção de transformar o material em um filme, mas morreu em 2024 sem concluir o projeto. Uma pequena parte das imagens havia sido usada como extra do DVD, e o restante ficou guardado até que a família o revisitou durante a pandemia, reunida em casa, em Napa.

Sofia Coppola disse que prometeu à mãe finalizar o documentário. Ela trabalhou na edição durante o último ano, com um editor e uma amiga de Eleanor, tentando imaginar como a mãe gostaria que o projeto fosse montado. Além de mostrar o trabalho artesanal em figurinos, perucas e flores, o filme registra a diretora ainda jovem, no início de sua trajetória, e o olhar de uma mãe acompanhando a filha no set.

Para Coppola, rever as imagens também foi uma forma de observar a própria evolução como cineasta. Ela disse que se sentiu constrangida ao se ver jovem e menos segura para se impor, mas considera que o registro pode interessar a quem está começando no cinema. A diretora descreveu a conclusão do projeto como um presente deixado pela mãe.

A recepção ao longa também mudou com o tempo. Coppola afirmou que uma nova geração descobriu o filme e compartilha no TikTok montagens com músicas de hip-hop. Segundo ela, mães e filhas dizem assistir juntas à produção, e alguns homens lhe contaram que o filme teve importância em suas trajetórias pessoais. A diretora, de 55 anos, mantém vínculos com a França: é casada com Thomas Mars, vocalista da banda Phoenix, nascido em Versalhes, e sua filha Romy nasceu em Paris.

Para entender

Petit Trianon
Palácio situado nos jardins de Versalhes, construído no século XVIII. Maria Antonieta recebeu o espaço para uso particular, e parte do filme de Sofia Coppola foi rodada ali.

Fontes: Folha de S.Paulo

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