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Domingo, 18 de outubro de 2026

Oracle tem títulos de dívida vendidos em meio a receios sobre IA

A pressão também atinge a CoreWeave, que acumula US$ 72 bilhões em passivos, e eleva o custo de proteção contra calotes da SoftBank.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Data center de grande porte ao entardecer, com equipamentos de refrigeração e infraestrutura elétrica. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Data center de grande porte ao entardecer, com equipamentos de refrigeração e infraestrutura elétrica.
Resumo em 30 segundos

Investidores venderam títulos de dívida de empresas ligadas à expansão da inteligência artificial, incluindo Oracle e CoreWeave, e elevaram o custo de proteção contra um possível calote da SoftBank. A preocupação é que dívidas altas e contratos longos dificultem o financiamento de data centers e outros projetos de IA.

A Oracle está entre as empresas de tecnologia cujos títulos de dívida foram vendidos por investidores preocupados com os riscos de financiar a expansão da inteligência artificial (IA). A movimentação recente também atingiu com mais força a CoreWeave, empresa de data centers que acumulou US$ 72 bilhões em passivos, e elevou o custo de proteção contra calotes de empresas como a SoftBank, do Japão.

A pressão no mercado pode reduzir o valor dos títulos que já foram emitidos e encarecer novos empréstimos. Com isso, empresas do setor podem ter de pagar mais para financiar projetos de IA, que exigem grandes investimentos em centros de processamento de dados e equipamentos.

A Oracle é uma das companhias citadas entre as que tiveram títulos negociados em baixa, mas a queda foi menos intensa do que a registrada nos papéis da CoreWeave. Os dados disponíveis não detalham o total da dívida da Oracle nem o tamanho da desvalorização de seus títulos. A preocupação mais ampla é se os riscos de empresas muito endividadas representam problemas isolados ou sinalizam fragilidades na construção da infraestrutura necessária para a IA.

A CoreWeave opera 51 data centers e depende de uma estrutura de contratos que, segundo investidores e analistas, a expõe a compromissos longos. A empresa compra chips da Nvidia e de outros fabricantes, contrata instalações de terceiros por períodos de 15 anos ou mais e revende capacidade de computação a clientes como Meta, Microsoft e OpenAI por prazos menores.

Esse descompasso significa que a CoreWeave pode continuar responsável pelos custos dos espaços mesmo se um cliente deixar de alugá-los. A companhia também precisa arcar com a instalação e a operação antes de garantir que haverá um usuário para a capacidade contratada. Investidores temem ainda que grandes empresas de tecnologia reduzam a necessidade de alugar esses serviços ou que os centros se tornem obsoletos antes do fim dos contratos.

A porta-voz da CoreWeave, Lia Davis, rejeitou a comparação feita por alguns investidores com a WeWork, empresa de escritórios compartilhados que enfrentou dificuldades. “A complexidade da nossa estrutura de financiamento reflete disciplina, algo de que nos orgulhamos”, afirmou em comunicado.

O aumento do risco percebido aparece também nos preços de instrumentos financeiros que funcionam como proteção contra o não pagamento de dívidas corporativas. Investidores elevaram o valor dessa proteção para a SoftBank, que tomou empréstimos pesados para apostar em uma parceria com a OpenAI. O movimento encarece a cobertura contra um eventual calote e indica maior cautela dos credores.

O prêmio exigido para investir em dívidas arriscadas ligadas à IA subiu mais de 50% nos últimos seis meses, segundo o Barclays. A mudança contrasta com a situação de grandes empresas chamadas hiperescaladoras, como Meta e Alphabet: apesar de também captarem recursos, elas tiveram de aceitar apenas juros um pouco mais altos em operações recentes. Hiperescaladoras são companhias que mantêm redes próprias de data centers em grande escala para oferecer serviços digitais, computação em nuvem e IA.

A expansão do setor depende de volumes crescentes de financiamento. Gestoras de fundos, seguradoras e empresas de private equity compram títulos ligados à IA, enquanto investidores individuais também aplicam recursos em companhias do segmento. Para Alexandra Coleman, fundadora da Azraq, especializada em análise de riscos de data centers, “o mercado está por um fio em todos os lugares”. A avaliação reflete a incerteza sobre a capacidade de empresas endividadas de pagar seus compromissos e sobre o retorno dos investimentos em infraestrutura.

Para entender

Hiperescaladoras
Empresas de tecnologia que operam redes próprias de data centers em grande escala. Essas estruturas dão suporte a serviços digitais, computação em nuvem e inteligência artificial.
Proteção contra calote
Instrumento financeiro que pode compensar investidores caso uma empresa deixe de pagar suas dívidas. O preço dessa proteção pode subir quando aumenta a percepção de risco de inadimplência.

Fontes: O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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