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Sábado, 17 de outubro de 2026

IA ajuda a decifrar carta napoleônica e a ler papiros de Herculano

Nos papiros de Herculano, exames de raios X e modelos digitais identificam a escrita sem abrir rolos que podem se desfazer.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Papiro carbonizado sendo analisado em um laboratório com equipamento de raios X. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Papiro carbonizado sendo analisado em um laboratório com equipamento de raios X.
Resumo em 30 segundos

A inteligência artificial ajudou a interpretar uma mensagem militar francesa de 1809 e é usada para revelar textos em papiros carbonizados pela erupção do Vesúvio. Com exames de raios X, pesquisadores analisam os rolos sem desenrolá-los. Projetos também aplicam a tecnologia à transcrição de milhões de páginas de manuscritos.

Uma ferramenta de inteligência artificial ajudou a decifrar uma mensagem militar francesa de 1809 e também vem sendo usada para revelar escritos em papiros de Herculano, carbonizados pela erupção do Vesúvio no ano 79. Os avanços permitem aos pesquisadores examinar documentos que, por sua fragilidade ou complexidade, eram difíceis de ler com métodos convencionais.

A carta napoleônica, dirigida a um dos generais de Napoleão Bonaparte, descrevia posições de tropas francesas e aliadas. O engenheiro de inteligência artificial Carter Church, de 27 anos, usou um modelo da OpenAI para interpretar o texto em cerca de seis horas. A mensagem havia sido publicada em um arquivo universitário online.

Sem ferramentas digitais, o trabalho poderia levar semanas. Para Church, a tecnologia oferece sobretudo persistência na análise, pois pode testar repetidamente hipóteses e padrões até encontrar uma leitura plausível. A decifração de documentos históricos, porém, ainda depende de conhecimento especializado para avaliar os resultados e o contexto.

Os papiros de Herculano apresentam outro tipo de obstáculo. Os rolos, encontrados carbonizados após a erupção do Vesúvio, são tão frágeis que desenrolá-los pode destruí-los. Pesquisadores os escaneiam com raios X e usam inteligência artificial para identificar a escrita sem abrir fisicamente o material.

Em junho, pesquisadores anunciaram a reconstituição virtual completa de um papiro conservado na Biblioteca Nacional de Nápoles. A leitura revelou um tratado estoico sobre ética, segundo Federica Nicolardi, professora associada de papirologia na Universidade de Nápoles. A técnica permite observar camadas internas do rolo e reconstruir digitalmente a superfície escrita, preservando o documento original.

Na França, o projeto Back in time reúne historiadores, criptógrafos e especialistas em inteligência artificial para criar ferramentas destinadas a transcrever e decifrar correspondências diplomáticas e militares antigas. Muitos documentos ainda guardados em arquivos europeus usam códigos formados por figuras geométricas ou sinais inventados e permanecem sem interpretação.

A criptógrafa Cécile Pierrot, do Instituto Nacional de Pesquisa em Ciências e Tecnologias Digitais da França (Inria), coordena a parte científica do projeto. Ela afirmou que a tecnologia pode ampliar o conhecimento histórico sobre períodos pouco documentados. O desafio inclui desenvolver modelos capazes de lidar com diferentes sistemas de escrita e códigos.

A inteligência artificial também ajuda a organizar acervos em larga escala. O projeto Midrash está transcrevendo 10 milhões de páginas de manuscritos hebraicos para formar bases de dados pesquisáveis. Com esses conjuntos digitais, historiadores podem procurar relações entre pessoas, lugares, textos e ideias que aparecem dispersos em documentos de diferentes épocas.

Para entender

Papiros de Herculano
São rolos de papiro encontrados em Herculano, cidade romana soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79. O calor carbonizou os documentos e os deixou extremamente frágeis, dificultando a abertura e a leitura sem danificar o material.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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