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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Morgan Stanley prevê queda de até 30% na Bolsa após vitória de Lula

No cenário pessimista, banco estima que o Ibovespa pode cair a 130 mil pontos em 2027, enquanto o dólar chegaria a até R$ 5,70 por risco fiscal.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Operadores acompanham o mercado financeiro em uma sala de negociação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operadores acompanham o mercado financeiro em uma sala de negociação.
Resumo em 30 segundos

O Morgan Stanley avalia que a reeleição de Lula pode pressionar os ativos brasileiros caso aumente a incerteza sobre as contas públicas. No cenário pessimista, as ações podem cair de 20% a 30%, e o Ibovespa recuar a 130 mil pontos em meados de 2027. O dólar poderia chegar a R$ 5,70.

O Morgan Stanley prevê que a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva pode levar a uma queda de 20% a 30% nas ações brasileiras e a uma alta do dólar para até R$ 5,70. A avaliação foi divulgada nesta segunda-feira (26), após a vitória do presidente na eleição de domingo, e aponta a incerteza sobre as contas públicas como um dos principais riscos para os ativos do país.

No cenário mais pessimista, o banco estima que o Ibovespa pode recuar a 130 mil pontos em meados de 2027, caso haja deterioração contínua da política fiscal. A projeção considera uma redução do múltiplo preço/lucro (P/L) para 6,2 vezes. Esse indicador compara o preço das ações com os lucros das empresas e é usado por investidores para avaliar quanto pagam por esses resultados.

A instituição espera mudanças limitadas nas estimativas de lucro das empresas brasileiras para 2027, mas avalia que os investidores podem passar a exigir retornos maiores para manter ações do país. Essa reavaliação tende a pressionar os preços, sobretudo os papéis de companhias mais expostas ao mercado doméstico, segundo a análise.

No câmbio e nos juros, o Morgan Stanley prevê uma reação em duas etapas. A primeira seria a reversão da queda dos prêmios de risco observada depois do primeiro turno, movimento que, segundo o banco, já começou nesta segunda-feira. Nesse estágio, os juros futuros poderiam subir 200 pontos-base, ou 2 pontos percentuais, e o dólar avançar a R$ 5,50.

Nos meses seguintes, os ativos poderiam incorporar mais diretamente o risco fiscal. O banco estima que essa segunda etapa acrescentaria outros 100 pontos-base às taxas futuras, levando o contrato de juros com vencimento em janeiro de 2029 a 15,50%. O dólar poderia chegar a R$ 5,60 ou R$ 5,70.

A reação projetada ocorre após semanas em que investidores passaram a considerar mais provável a vitória de Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno dois pontos percentuais à frente de Lula, segundo o texto da análise. As expectativas também incluíam um cenário de juros mais favorável, embora as campanhas não tivessem detalhado suas propostas para as contas públicas.

A previsão do banco é um cenário de mercado, não uma estimativa de resultado garantido. As taxas DI são contratos de juros futuros negociados no Brasil e refletem expectativas sobre o custo do dinheiro; mudanças nelas podem alterar o preço de títulos e outros ativos financeiros.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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