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Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Molly Carlson faz salto inédito de iceberg no Atlântico Norte

A atleta canadense saltou de uma estrutura de gelo de cerca de 15 metros na costa de Twillingate; a tentativa foi registrada em documentário.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mergulhadora se prepara para saltar de um iceberg no Atlântico Norte, com um barco de apoio ao lado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mergulhadora se prepara para saltar de um iceberg no Atlântico Norte, com um barco de apoio ao lado.
Resumo em 30 segundos

Molly Carlson saltou de um iceberg à deriva na costa de Twillingate, no Canadá, em uma tentativa realizada em junho. A estrutura tinha cerca de 15 metros de altura. Para o desafio, a atleta treinou por meses, aprendeu escalada no gelo e contou com uma equipe especializada. A Guarda Costeira canadense desaconselhou que outras pessoas tentem repetir a façanha.

A atleta canadense Molly Carlson, de 28 anos, tornou-se a primeira mulher a saltar de um iceberg à deriva no Atlântico Norte. A tentativa ocorreu em junho, na costa de Twillingate, em Newfoundland, no Canadá, e foi registrada no documentário “Red Bull Iceberg Dive”, lançado no YouTube na quinta-feira.

Carlson saltou de uma estrutura de gelo com cerca de 15 metros de altura, apelidada de “No Name”. A equipe escolheu o iceberg após avaliar o acesso para embarcações, a borda para o salto e a existência de uma área de chegada sem obstáculos. Twillingate fica em uma região pela qual passam icebergs.

O desafio exigiu meses de preparação. Conhecida por competir em saltos de penhascos e plataformas elevadas, Carlson treinou para entrar na água gelada usando roupa de neoprene e aprendeu técnicas de escalada no gelo com Will Gadd, especialista canadense que a acompanhou na tentativa.

Ao contrário de uma plataforma fixa, um iceberg pode se deslocar, rachar ou virar de repente. Antes do salto, a equipe avaliou as condições do mar e a estabilidade da estrutura. Gadd montou um sistema de cordas para ajudar Carlson a chegar ao ponto de partida.

Depois de saltar de costas e atingir a água, a atleta nadou rapidamente para longe do bloco de gelo. “Esta foi definitivamente a coisa mais assustadora que já fiz”, afirmou no documentário. Após completar a tentativa, emocionada, ela também disse: “Com certeza, foi o melhor dia da minha vida”.

Carlson afirmou que a experiência teve um significado pessoal. A atleta já falou publicamente sobre dificuldades relacionadas à saúde mental e à ansiedade e descreveu o desafio como uma oportunidade para enfrentar os próprios medos e testar seus limites.

A Guarda Costeira canadense desaconselhou que outras pessoas tentem repetir a façanha e alertou para os riscos dos icebergs. Mesmo quando parecem estáveis, essas massas de gelo podem se partir ou virar sem aviso, o que torna a tentativa perigosa sem uma equipe especializada e equipamentos adequados.

Carlson integra o circuito mundial Red Bull Cliff Diving, no qual os atletas saltam de plataformas de até 21 metros. O mergulho no iceberg acrescentou à experiência exigências diferentes das de uma competição convencional, como escalada, avaliação das condições marítimas e adaptação à água próxima de zero grau Celsius.

Fontes: O Globo

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